Artigo do encenadorFernando Mora Ramos no Público (transcrito no 5 Dias)
“Um país que destrói o teatro e a dança faz o que os talibãs fizeram com os budas, uma barbaridade e coloca-se do lado do que as ditaduras fazem, destrói a possibilidade da prática da vivificação da memória, esse “perigo” que mostra que tudo muda e permite, no presente, convocar a tragédia reconhecida para que se evite.”
É cada vez mais ridículo o espectáculo oferecido pelas corporações que vêm reduzido o seu quinhão no orçamento de estado. Invariavelmente, ameaçam com as sete pragas dos Egipto caso alguém ouse tocar no seu privilégio. Descobrimos que este país só existe graças aos subsídios corporativos e que o seu fim nos tornará num estado totalitário. Devemos ser obrigados a paguar-lhes para que continuem a iluminar-nos com a sua sapiência e a livrar-nos de cair nas garras do fascismo.
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