O mal de repetirmos sentenças alheias em assuntos nos quais, clara e minimamente, não dominamos é que arriscamos a ser repetidores de falácias grosseiras. Este risco é potenciado quando a fonte utilizada também está claramente fora da sua “zona de conforto”. Um caso exemplo do que acima referi é o deste blogger que “simplesmente” se limita a [...]
Declaração de Adolfo Mesquita Nunes (CDS) acerca do corte de rating anunciado pela Standard & Poors (19.91.2012). Finalmente, na AR, alguém faz uma intervenção lúcida e racional sobre o tema e identifica a origem do poder de mercado das principais agências de notação.
Ou as agências de notação são credíveis ou não são.
Como já se esperava, os recentes “downgrades” na dívida soberana fizeram disparar as críticas às agências de notação e os pedidos que estas sejam politicamente controladas (ie deixem de desempenhar qualquer papel relevante na análise de risco). O ministro das finanças alemão propõe que se pense “na forma (…) [de] podemos limitar o papel das agências de ‘rating’ àquilo [...]
Jornal de Negócios O analista Marc Faber, célebre por ter previsto o “crash” bolsista de 1987, acha que a maioria dos países europeus devia ser considerado “lixo”. E diz que o corte de França foi insuficiente (…) pois não reflecte as contínuas tensões sistémicas da economia do país. Segundo Faber, a qualidade do crédito soberano [...]
Vem aí uma nova enxurrada de artigos sobre (leia-se contra) as agências de notação. Vão desenterrar a proposta (idiota) para criar uma agência europeia, os especialistas instantâneos vão deixar voltar a contar-nos sobre a malevolência das agências. Vão exigir mais regulação, multas, blá, blá, blá. Daqui a uma semana esgota-se-lhes a sapiência e tornam-se especialistas [...]
Camilo Lourenço Há duas formas de olhar para o corte no rating. Uma é dizer que a política que estamos a seguir está errada (como sugeriu Pedro Marques). A outra é lembrar ao deputado que a decisão da Fitch, e o facto de os nossos juros não acompanharem a descida dos juros irlandeses (seis pontos [...]
Recordo claramente uma altura em que as agências de notação não tinham qualquer credibilidade . Mas, como se sabe, as opiniões são algo voláteis. Particularmente as destes “especialistas”.
Para quem ainda precisava, mais uma evidência da insanidade comunitária. Em vez de alterar os seus próprios regulamentos que ofereceram uma posição dominante à S&P, Moody’s e Fitch permitindo uma maior concorrência e clarificação no mercado, a UE prefere proibir que estas dêem más notações. A União Europeia (UE) quer proibir as agências de ‘rating’ de [...]
Nos últimos dias vieram à superfície muitos e inusitados especialistas em notação financeira. Algumas até são divertidas. Menos divertido é estarema dar uma mãozinha a mais um dispendioso e inútil projecto comunitário. A (quase) unanimidade, que vai de extremo a extremo do espectro político, devia-nos fazer pensar duas vezes. Ou três.