A receita certa para o crescimento económico

“Um argumento gasto” de Fernando Gabriel (Gerontion)

Num importante artigo publicado hoje pelo The Wall Street Journal, Alberto Alesina avalia empiricamente o argumento neo-keynesiano da suposta necessidade de aumento da despesa pública, de forma a contrariar a redução cíclica da despesa privada e manter, ou até aumentar, a taxa de crescimento económico. A partir de uma amostra de 107 programas de ajustamento fiscal e 91 programas de expansão fiscal(*) promovidos em 21 países da OCDE entre 1970 e 2007, a evidência empírica disponível permite rejeitar claramente a hipótese neo-keynesiana. Aliás, sugere precisamente o oposto: a chave para o estímulo do crescimento económico reside em cortes permanentes da despesa pública.

Recomendo a leitura integral do post do Fernando Gabriel e do artigo de Alberto Alesina.

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Comentários

  • miguelmadeira  On 15/09/2010 at 12:26

    Só dei uma olhada muito por alto aos tais textos, mas não me parece que ponham em causa o essencial da tese keynesiana, de que quando a despesa privada se retrai, o Estado deve aumentar os deficits para compensar.

    O que me parece é que eles dizem que é melhor gerar esses deficts através de uma redução dos impostos do que por um aumento da despesa, mas isso continua perfeitamente dentro do paradigma keynesiano.

    Mas repito que só dei uma olhada muito por alto (não li o texto do WSJ que é só para subscritores, mas li as primeiras páginas de http://www.economics.harvard.edu/faculty/alesina/files/Large+changes+in+fiscal+policy_October_2009.pdf)

  • Miguel  On 15/09/2010 at 12:41

    Peço desculpa mas o que eles dizem é que é ao contrário do que se poderia supor os cortes da despesa são mais eficazes na redução dos deficits e no estimulo ao crescimento económico. Para além disso não encontram evidência que o multiplicador da despesa seja >1.

    “Politicians argue for increased stimulus spending, as opposed to spending cuts, on the grounds that it would speed up economic recovery. This argument might have it exactly backward. Indeed, history shows that cutting spending in order to reduce deficits may be the key to promoting economic recovery.

    In Europe today, the risk of a renewed recession comes not from the spending cuts that some governments have enacted, but from a sovereign debt overhang and multiple bank failures. July’s stress tests were not reassuring because they didn’t test the exposure of European banks to sovereign debt; had they done so, many banks would have failed. Those banks remain a threat to the European economy.

    In the U.S., meanwhile, recent stimulus packages have proven that the “multiplier”—the effect on GDP per one dollar of increased government spending—is small. Stimulus spending also means that tax increases are coming in the future; such increases will further threaten economic growth.

    Economic history shows that even large adjustments in fiscal policy, if based on well-targeted spending cuts, have often led to expansions, not recessions. Fiscal adjustments based on higher taxes, on the other hand, have generally been recessionary. “

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