Quase… (2)

Entrevista a Jacinto Nunes ao Diário Económico

A emissão de dívida hoje não correu bem. O BCE está prestes a retirar as medidas extraordinárias. Como vamos financiar a economia em 2011?
Eles [investidores] estão a exigir taxas elevadíssimas. É que isto de haver procura… Não se pode ir por aí. Nesta última emissão houve procura e até excedeu a oferta. Mas é sempre a um preço elevadíssimo. Isto assim não é sustentável, a dada altura vamos estar a ir buscar dinheiro só para pagar juros(…)

Nesse caso, mais vale Portugal assumir logo a ida ao Fundo de Emergência Europeu?
Sim, exactamente. Mas isso vem com o Fundo Monetário Internacional, não acredito que a União Europeia nos dê acesso ao fundo de emergência sem nos sujeitarmos ao FMI. E aí é que vai doer, porque depois vamos ter que cortar a sério. Mas nós também só entramos na ordem quando alguém nos põe na ordem à força, por isso, se calhar, lá terá que ser. Mas isto é o pior dos cenários.

Que não está assim tão distante, tendo em conta os níveis da despesa e do endividamento…
Pois, o que me assusta mais é mesmo isso. Todos os países nesta situação estão a cortar as despesas públicas. E nós não estamos. Mas também ainda não vimos os efeitos das medidas mais severas, espero sinceramente que estas medidas comecem a fazer mais efeito no próximo semestre, caso contrário não sei onde isto vai parar.

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