Um serviço público e insubstituível (2)

É chocante a facilidade com que os políticos relativazam umas centenas de milhões de euros de despesa (leia-se impostos):

Para Arons de Carvalho, a televisão e rádio públicas (…) custa[m] a cada português cerca de 2,3 euros por mês, “um valor razoável e muito abaixo de outros países europeus, é, aliás, dos mais baixos da Europa”. O custo mensal por habitante – “menos que um bilhete de cinema”, frisou — perfaz os 300 milhões de euros anuais de investimento no serviço público de rádio e televisão que, argumentou, “foram estipulados pelo próprio PSD no Governo de Durão Barroso”.

Para terem uma ideia do valor relativo desta “pechincha” recordo este editorial do Diário Económico

A RTP continua a ser um sorvedouro de dinheiros públicos. Só nos últimos nove anos, o Estado já injectou mais de 2,4 mil milhões de euros na estação pública de televisão.Isto equivale a quase três vezes o custo da Ponte Vasco da Gama, a preços de 1998.

Para além disto não será demais recordar o “colapso iminente do Estado social”.

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Comentários

  • Luis Melo  On 16/09/2010 at 16:17

    Acho incrível a forma como algumas figuras portuguesas (da área privada ou pública) têm a desfaçatez e a falta de vergonha de vir interpretar dados conforme lhes dá jeito.

    Se eventualmente o assunto ou o governo fossem outros este senhor provavelmente diria (na demagogia habitual) que 300 M€/ano é um valor pornográfico que serviria para dar de comer a muito pobrezinho.

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