Os “soixante-huitards” e a sua herança

“Adeus minhas concubinas” de Fernando Gabriel no Diário Económico (em versão integral no Gerontion)

Relembrando as barricadas, Cohn-Bendit caracterizou a revolta como uma reacção justificável contra uma sociedade “que procura esmagar o indivíduo, forçando-o a engolir as mesmas mentiras”. Eis um slogan perfeitamente adaptável à revolta da direita libertária contemporânea contra o chamado “estado social”, o monstro legislativo que constitui a principal herança política da geração de soixante-huitards e da sua pressão para o alargamento sistemático das fronteiras do político. Em 1968, tal como hoje, a China apresentava-se como uma alternativa superior para uma geração que, ironicamente, depende agora das poupanças da China capitalista para viver a indulgência da “imaginação ao poder” até ao fim. Deixam uma sociedade afundada na anomia e uma economia depauperada pelo confisco. E depois deles, o dilúvio da dívida.

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