Vencido mas não convencido

Nos comentários do Jugular

De JPT a 29 de Novembro de 2010 às 14:50
Pergunta (muito) inocente: O João não votou favoravelmente as medidas de austeridade?

De João Galamba a 29 de Novembro de 2010 às 14:55
Caro JPT,
Enquanto a UE não mudar a sua política, estamos condenados a OEs como aquele que acabamos de aprovar. Por isso, e só por isso, votei a favor. Não é um bom orçamento – muito longe disso – mas é o possível, dados os constrangimentos políticos e financeiros que o país enfrenta. É trágico, mas é o que temos.

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Comentários

  • miguelmadeira  On 29/11/2010 at 22:53

    Uma analogia – um dono de um café pode ser contra o aumento do IVA, mas, a partir do momento em que o IVA aumenta, subir, em conformidade, o preço de venda ao público dos seus produtos.

    Da mesma maneira, alguém pode ser a favor que a UE ponha em prática uma politica expansionista, mas, a partir do momento em que a UE não põe em prática essa politica, aceitar que o Estado nacional faça uma politica de austeridade.

  • Miguel  On 29/11/2010 at 23:36

    Essa de comparar a AR a um café tem piada. Talvez ima tasca fosse mais acertado.
    Mas o seu exemplo não tem ponta por onde se lhe pegue. A votação de uma lei é uma decisão única que pode ter efeitos sobre a sua aprovação. O IVA é um compenente de multiplas transacções. Essas sim que interessam ao dono do café. Goste ou não delas o seu poder de influência é praticamente nulo.

  • miguelmadeira  On 30/11/2010 at 12:52

    Mas o poder de influência da AR sobre as politicas da UE também é praticamente nulo (ou seja, o que eu quero dizer é que o café está para a AR como a AR está para a UE).

    • Miguel  On 30/11/2010 at 12:53

      Mas o poder a influênica na aprovação do OE de um depuado é 1/230.

      • miguelmadeira  On 04/12/2010 at 2:37

        Sim, mas parece-me que a posição do Galamba não é “eu gostaria que Portugal fizesse uma politicas expansionista mas não tenho poder para influenciar o orçamento”, é mais “eu gostaria que a UE fizesse uma politica expansionista coordenada, mas não tenho poder para influenciar as politicas comunitárias”.

        Claro que eu não estou dentro da cabeça do Galamba, mas imagino que o seu raciocinio seja

        Solução ideal – todos os países da UE fazem uma politica expansionista

        Mal menor – Face a uma politica geral de contenção, Portugal fazer também uma de contenção

        Mal maior – Face a uma politica geral de contenção, Portugal fazer uma politica expansionista (razão para esta ser o “mal maior”: Portugal teria a desvantagem de fazer despesa sem as vantagens em termos de estimulo à economia, porque o expansionismo português ia-se diluir na maré de austeridade geral)

        Se esta for a “ordem de preferências” do Galamba, poderá fazer sentido ele ser contra a austeridade no plano global, mas ao mesmo tempo votar a favor da austeridade no parlamento nacional.

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