Os pecados da riqueza

Artigo de Fernando Gabriel no Diário Económico

Em 2010, as consequências do intervencionismo estatal desbragado dos últimos anos tornaram-se evidentes: uma crise generalizada de dívida soberana e uma série de economias incapazes de retomar o crescimento económico, sufocadas pelas restrições de crédito, por cargas fiscais inadmissíveis e por um autoritarismo regulatório fundado na crença de que a acumulação de riqueza é perniciosa e imoral.

Esta combinação catastrófica de políticas promete conseguir algo de impensável: reduzir os padrões de bem estar de forma permanente, impondo ao mesmo tempo limites dificilmente removíveis à autonomia individual.

Até agora, nenhum político com responsabilidades de governação ousou admitir que esse infortúnio é o objectivo e não o resultado da união entre a incompetência e a iliteracia económica. (…) A doutrina assenta num pressuposto fundamental: as sociedades ocidentais atingiram níveis “suficientes” de rendimento e a acumulação adicional de riqueza não é benéfica e constitui a origem de quase todos os males contemporâneos.

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