O mistério dos PECs

No Massa Monetária, Pedro Romano faz as contas aos impactos anunciados dos vários PEC e conclui que há algo de errado com as contas do governo (meus destaques):

Um dos pontos mais curiosos do PEC 4 é o facto de fazer tábua rasa de tudo o que foi apresentado até aqui. Partindo de um défice de 4,6%, o Governo acrescenta medidas no valor de 2,5 e 1,2 pontos percentuais de PIB em 2012 e 2013, de forma a chegar ao fim do ciclo com um buraco orçamental de 2%. Ou seja, o PEC 4 faz um “reboot” do sistema e põe o contador a zeros. (…) [C]om o PEC 3 – o que serviu de base ao OE para este ano – e se o PEC se tivesse concretizado na totalidade, teríamos já um défice abaixo dos 3% do PIB em 2011. E chegaríamos a 2013 com um desequilíbrio de apenas 0,9% do PIB.(…) Com as medidas do PEC 4, e considerando todas as anteriores, o saldo orçamental passaria a positivo já em 2012.

O somatório dos impactos é o gráfico de baixo. Dá-se de barato que, sem quaisquer medidas, o défice manter-se-ia nos 9,3% atingidos em 2009. Mesmo assim o somatório dos três PEC atirava o saldo orçamental de 2013 para um excedente perto de 3% do PIB.

Há várias explicações para este resultado absurdo:
1) O cenário macroeconómico é pior do que o Governo esperava.(…)
2) Algumas das medidas são duplicadas. (…)
3) O impacto das medidas foi sobreestimado. (…)
4) Algumas das medidas não foram, ou não vão ser, implementadas.

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