Não eufóricos

Francisco Assis tinha pedido para “não entrarmos em euforia” após a comunicação em Primeiro-Ministro preferiu dizer ao páis o que não continha o acordo com a “troika”. Com excepção de alguns “abrantes” já naturalmente excitados, os portugueses terão feito a vontade a Assis.  Especialmente após saberem as medidas previstas no acordo. Parece que nos restantes paísses membros a euforia não foi exactamente o adjectivo que descreve a reacção dominantes. Segundo o DE,  “uma fonte diplomática de um país conservador” (sic) terá dito “”Surpreende-me que um programa de austeridade que implica perda de soberania seja apresentado como uma vitória negocial“.  No Financial Times, Wolfgang Munchau também não entra em euforias:

“The Greek government played it relatively straight but Portugal’s crisis management has been, and remains, appalling.

José Sócrates, prime minister, has chosen to delay applying for a financial rescue package until the last minute. His announcement last week was a tragi-comic highlight of the crisis. With the country on the brink of financial extinction, he gloated on national television that he had secured a better deal than Ireland and Greece. In addition, he claimed the agreement would not cause much pain. When the details emerged a few days later, we could see that none of this was true. The package contains savage spending cuts, freezes in public sector wages and pensions, tax rises and a forecast of two years’ deep recession.

You cannot run a monetary union with the likes of Mr Sócrates

ADENDA: Bastante curisosa esta nota de Pedro Martins “Passados mais de tres dias uteis da apresentacao do Memorando, o site do governo ainda nao o disponibiliza – nem a versao original, muito menos uma traducao em portugues. Pelo contrario, insiste no anuncio das nao-medidas.”

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  • […] Não Eufóricos, por Miguel Noronha. Francisco Assis tinha pedido para “não entrarmos em euforia” após a comunicação em Primeiro-Ministro preferiu dizer ao páis o que não continha o acordo com a “troika”. Com excepção de alguns “abrantes” já naturalmente excitados, os portugueses terão feito a vontade a Assis.  Especialmente após saberem as medidas previstas no acordo. […]

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