Oligarquia demérita

Artigo de Fernando Gabriel no Diário Económico

Nas semanas a seguir às eleições legislativas surgiram dois argumentos curiosos na discussão política. O primeiro envolvia uma distinção entre a “maioria política” decorrente da representação eleita e a “maioria social”: a primeira supostamente não corresponderia à segunda e era por isso destituída de “autoridade moral”.

Quando foi conhecida a composição ministerial do executivo, este argumento deu lugar a outro: faltava experiência e “peso” a alguns dos ministros escolhidos -na métrica política portuguesa, o mérito profissional oscila entre a imponderabilidade e a inconveniência. Estes argumentos surgiram por oportunismo, mas têm uma genealogia comum na história das ideias; uma genealogia que importa considerar, até porque constituem o fundamento de discursos contestadores da legitimidade do executivo para promover reformas no Estado.

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