Duas notas

1. Parece que se estar a formar um consenso acerca da oportunidade da emissão das eurobonds. Espanta-me ver tanta e tão boa gente a concordar com esta irresponsabilidade (já nem falo de socialistas e comunistas que apenas pretendem uma forma de continuar a saga despesista). Já não se recordam das origens desta crise? Eu dou uma ajuda. Lembram-se do subprime? Dos títulos de alto risco que eram vendidos no meio de outros com risco reduzido e recebiam ratings AAA e ajudaram a disseminar a crise? Para os mais esquecidos este artigo do WSJ compara-os às eurobonds e avisa-se que isto pode criar uma crise ainda maior que a actual. Depois não se queixem.

2. A sério. Não percebo os apelos para que se evite a todo o custo o default da Grécia. Na prática, a Grécia já não tem dinheiro para pagar as suas obrigações e está a viver à custa de mais empréstimos dos credores. Na prática, estamos apenas a substituir dívida privada (maioritariamente de bancos) por dívida pública (dos restantes países-membros). Estamos a agravar a factura da Grécia e potenciar crises de finanças públicas noutros países da UE. Como diz o director-geral da PIMCO, se queremos evitar o efeito dominó devemos deixar falir Grécia, Irlanda e Portugal.

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