O aumento dos transportes

Não compreendo o espanto que por aí vai com o aumento das tarifas do transportes públicos. A redução da subsidiação das empresas públicas (como é o caso das empresas de transportes) era uma medida prevista no MoU (alinea 3.22) cuja execução estava prevista para o terceiro trimestre de 2011. Espero que também não fiquem surpreendidos com a planeada com o anuncio de mais medidas conducentes a redução dos custos operacionais (alinea 3.23) prevista para o quarto trimestre deste ano. Não compreendo a surpresa. Só se contavam que o governo não aplicasse o MoU. Para os que Ainda mais estranho é protestarem contra o aumento das tarifas ao mesmo tempo que reclamam a redução da despesa pública. Como pensam vocês que é pago (e por quem) o défice tarifário?

Acresce que este aumento pode ainda revelar-se insuficiente para repor o equilíbrio financeiro nas empresas de transportes. Segundo um estudo do Ricardo Arroja seriam esta a “actualização tarifária, calculada sobre os passes sociais, necessária para atingir o break-even”:

Carris: +12%
STCP: +19%
Metro de Lisboa: +75%
Metro do Porto: +252%
Transtejo: +80%
CP: +286%

Assustador, não é? Esperemos que a redução dos custos operacionais e a eliminação dos serviços menos rentáveis consiga diminuir estas percentagens.

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