Eu, “talibã” me confesso

Acho estranho (mas não surpreendente) o ambiente de festa com que foi recebido o acordoque permitirá aumentar o limite de endividamento público nos EUA. Diria eu que, em nome do bom senso seria preferível começar já a reduzir a colossal dívida pública americana. Em vez disso, perante o aplauso generalizado, foi aprovado um plano que aumenta imediatamente o limite de endividamento (melhor dizendo, o objectivo) em 2.4 mil biliões de USD em troca de uma redução da despesa de 2.8 biliões que, embora significativa, tem um prazo de 10 anos para ser implementada. Como diz o Zero Hedge, isto significa que da próxima vez que for necessário aumentar o limite (previsivelmente no 1º trimestre de 2013 e no mínimo num montante idêntico ao que agora irá ser aprovado) os cortes da despesa serão irrisórios. Mas, pelos vistos, isto só espécie a “talibãs” e “fundamentalistas” como eu. Não me admira nada que tenhamos chegado aqui.

ADENDA: Estranho também que a decisão de aumentar o endividamento permita aos EUA manterem a notação AAA na dívida soberana. E pelos vistos, não sou o único.

ADENDA2: Don Boudreaux: “An un-raised debt ceiling, (…) [would] oblige Washington politicians to do what they’ve refused to do for generations: make tough choices instead of shifting the costs of today’s spending onto tomorrow’s taxpayers and continuing to spend wildly.”

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