A insustentabilidade da dívida pública portuguesa

“Contas em familia” de Tiago Mendes (Cachimbo de Magritte)

“Os critérios de Maastritcht para o défice e a dívida tinham por inspiração assegurar sustentabilidade das finanças públicas. Basicamente, com défices de 3% e uma dívida de 60% do PIB, seria possível finanças sustentáveis… Mas esqueceram-se de por em parangonas qual a taxa de crescimento do PIB que sustentaria isto: 2%! 

Ora, Portugal, na primeira década do sec. XXI não cresceu 2% ao ano mas sim 0%. Ou seja, em 10 anos, crescemos, cumulativamente, menos 22% do que seria necessário para manter a sustentabilidade – e isto se tivéssemos tido défices médios de 3% do PIB! Que obviamente não tivémos. Mas quem é que deu importância a isto durante a era de Sócrates? Eram os velhos do Restelo que falavam do disparo da dívida, não era? Pois esses senhores e senhoras mereciam estátuas, por muito negativos e maus comunicadores que sejam.”

Anúncios
Post a comment or leave a trackback: Trackback URL.

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: