Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão? (4)

quem ainda viva na ilusão que a (necessária) reestruturação da dívida pública portuguesa iria evitar a continuação da austeridade. Parece ser incapaz de tirar ilações das suas próprias preposições. Quando diz “não vamos pagar a nossa dívida. Ponto final. Não é política, é matemática” não lhe ocorre que isto se deve ao desmesurado crescimento do endividamento público e que o estado não pode continuar a incorrer em sucessivos défices orçamentais. Mesmo que nos perdoassem 30 a 40% da dívida pública continuariamos com uma elevada factura para pagar.

 E contrariamente ao que ele julga, a reestruturação não pode ser feita sem o consentimento da “troika” e sem o assentimento dos credores. Porque os segundos, que actualmente já não nos emprestam dinheiro, irão exigir vários anos (décadas?) de bom comportamento orçamental para nos voltarem a dar crédito. E especialmente porque a primeira entidade é quem actualmente nos garante a maior parte do dinheiro para pagar salários aos funcionários públicos, subsídios e outros os fornecimentos e serviços ao estado.

 O Daniel Oliveira até pode estar a “marimbar[-se] para a troika“. Mas reze para que eles não nos devolvam o gesto. Palpita-me que passará a escrever as crónicas num jornal de parede. Até nem são precisos grandes conhecimentos de economia para perceber isto. Basta algum bom senso.

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