Sim, mas…

O acordo obtido na concertação social representa uma tremenda vitória táctica para o governo que coloca o PS numa situação extremamente desconfortável. Irá este aliar-se aos partidos e sindicatos comunistas e criticar o acordo? Por outro lado, permitirá colar um rótulo óbvio a greves e contestações. As que aí vêem que já não serão “gerais” mas sim da CGTP (leia-se PCP).

Quanto ao acordo propriamente dito, concordo com o João Miranda: “O governo perde a oportunidade de dar ao país um código laboral que potencie as virtudes da liberdade contratual. Em vez disso adiciona-se mais uma camada de medidinhas limitadoras da liberdade dos agentes económicos e da flexibilidade da economia. Compra-se as organizações patronais sem representatividade com subsídios e mantém-se um sistema burocratizado que chega ao pormenor de distinguir faltas próximo dos fins de semana das outras“.

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  • […] não anda a correr nada bem para a esquerda. Primeiro foi a desfeita de Paul Krugman. Depois a “traição” da UGT. Agora temos o guru Stiglitz que elogia acordo entre parceiros sociais para reforma […]

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