A ler

“Mormon America: A Political Profile” de Patrick Reddy no PJ Media

Mormons were once “populist” Democrats, one of the distinctive minorities of the New Deal coalition who grew up poor during the Depression and eventually left the party after rapidly achieving economic success.

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Psychobilly guitar goddess

Poison Ivy “Rorschach” and Lux Interior, R.I.P. (her husband and co-founding member of The Cramps) gave us a genre of music gleefully known and loved known as– Psychobilly. Starting out as the ultimate garage band back in ’76, with their raw performance intensity and simple, throbbing tunes– they influenced an entire generation of rock/punk/goth bands who followed behind in their giant footsteps, and are still thrilling kids who “discover” their musical legacy to this day. Lux is the man, and Poison Ivy is no doubt the woman. Just get a load of these epic pics, and try not to bite through your lip…

mais aqui.

Solidariedade interesseira

Comunicado da Sociedade Portuguesa de rentistas Autores

O Conselho de Administração da SPA encara com a maior preocupação os números agora revelados que apontam para um aumento da ordem dos 60% a 70% dos estabelecimentos de restauração que encerraram as portas nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2012, tendo este aumento como referência comparativa a situação de 2011. Este agravamento deve-se, sobretudo, ao aumento do IVA da restauração.

Estes números representam, além de um significativo agravamento das condições de vida da população portuguesa, uma inevitável redução das cobranças a efectuar na área da Execução Pública, sector vital para a estabilidade financeira da SPA e naturalmente para os autores.

Et tu Gros?

 
Na sua opinião, Portugal tem de ser firme, deixando que as empresas vão à falência, em vez de assumir as suas dívidas ou de conceder empréstimos a firmas ineficientes só para preservar a produção e os empregos. “O impacto no PIB será enorme, mas agora é um PIB insustentável… a economia tem de registar uma contracção até chegar a um excedente das contas correntes”, acrescentou, adiantando que para isso é preciso que o consumo nacional caia entre 10% a 15% e os salários desçam até 20%.

Seguro e sensibilidade

Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves (Diário de Notícias)

Confrontado com os números do desemprego e das falências, António José Seguro acusou Pedro Passos Coelho de ser “o primeiro–ministro com maior insensibilidade social de sempre”. Deus Todo Poderoso e alguns leitores são testemunhas de que não reverencio por aí além o actual chefe de Governo, mas a afirmação do dr. Seguro, tão violenta quanto vaga, deixou-me a pensar.

Em primeiro lugar, a pensar na História. O que será que o dr. Seguro quis dizer com “sempre”? Referia-se apenas ao regime vigente, incluindo o malvado Cavaco Silva e o enxovalhado Santana Lopes? Limitou-se à República em geral e considerou tanto Salazar e Caetano quanto cada um daqueles incontáveis primeiros-ministros que precederam o Estado Novo e governavam durante quinze dias? Ou é possível que o dr. Seguro seja erudito a ponto de ter avaliado criteriosamente a “insensibilidade social” de todos os primeiros-ministros, presidentes do Conselho de Ministros, presidentes do Ministério, secretários de Estado dos Negócios do Reino, ministros de Estado, presidentes da Junta Provisional e secretários de Estado que mandaram ou fingiram mandar nos executivos desde o popular Miguel de Vasconcelos até aos nossos dias? Não faço ideia.

Também não imagino como é que o dr. Seguro mede a “insensibilidade social” dos políticos. Pela cara? Pelas acções? Através de instrumentos de alta, ou baixa, tecnologia? Um “insensível social” é o indivíduo que demonstra avareza na hora de distribuir consolo aos pobres? Ou é o que se esquece de introduzir a temática da pobreza em pelo menos 65% daquilo que diz? Ou o que não enverga uma expressão facial compungida quando disserta acerca dos necessitados? Ou o que, por incapacidade e desonestidade patológicas, governa de modo tão abominável que arruína um país e que, mediante uma falta de lealdade para com os cidadãos muito mais grave do que a falta de lealdade de que o Presidente da República se queixa, condena boa parte da população a sofrer por muitos e bons anos as consequências de tamanho desastre?

No máximo, Pedro Passos Coelho é o primeiro-ministro com maior “insensibilidade social” desde o eng. Sócrates, a cujo partido o dr. Seguro pertence e a cujo fulminante desprezo pelo bem-estar alheio o dr. Seguro assistiu em recato

O Festival da Eurovisão e a geopolítica

EurActiv

In a sign of growing tensions over the frozen conflict of Nagorno-Karabakh, Armenia announced it would pull out of the 2012 Eurovision song contest in Azerbaijan. The show, seen by some as a triumph of musical kitsch, was popular in Western Europe in the 1970s and ’80s, and is now a big hype in Eastern Europe.

(música)

Et Tu Krugman (5)

A verdade é que, (…) a esquerda que foi ouvir Paul Krugman saiu desiludida. Deputados socialistas como João Galamba ou Pedro Silva Pereira não ficaram satisfeitos quando o cronista do “New York Times” disse que “as pessoas com opções estão em Berlim e Frankfurt”, evidenciando que a Passos Coelho não restava outra alternativa senão a “cura” de austeridade. Francisco Louçã, coordenador do Bloco de Esquerda, também ficou desapontado, preferindo não tecer comentários ao jornal.

Fotomontagem involutariamente cedida pelo Delito de Opinião. Mais aqui.

A irresponsabilidade da gestão autárquica em Setúbal

Reproduzo na integra o artigo de Camilo Lourenço

A Câmara Municipal de Setúbal vai ter de repor as verbas que gastou, desde 2009, com a promoção de 500 funcionários. Promoção que a presidente considera ter-se baseado numa “análise técnica interna cuidada e rigorosa e na melhor informação disponível à data”, mas que a Inspecção-geral das Autarquias Locais classifica de ilegal. A solução óbvia seria “convidar” a presidente a repor do seu bolso cerca de um milhão de euros gastos ilegalmente com as promoções.

O problema é que Maria das Dores Meira diz que não pode, “à custa do seu salário e património”, reembolsar o Estado (por isso o reembolso vai sobrar para os funcionários…).

Pergunta: se os dois despachos que promoveram os funcionários são da responsabilidade da presidente, quem senão ela deveria reembolsar o Estado pela errada utilização de dinheiro dos contribuintes?

É injusto? Não. Os autarcas, e todos os decisores públicos, têm de ser responsabilizados pelos seus actos (em Elvas, em 2010, ocorreu uma situação parecida). No caso das autarquias há um longo historial de má gestão (se mais de 50% dos municípios vivem com dificuldades financeiras, isso significa que foram muito mal geridos). E, em alguns casos, essa má gestão raia a gestão danosa.

Sempre que se apure que um autarca, ou outro decisor público, utilizou erradamente dinheiro dos contribuintes, e se for considerado culpado pelos tribunais, deve cumprir pena de prisão. Mas prisão efectiva. É uma punição exagerada? Não. Enquanto um decisor público não acabar atrás das grades por gestão danosa (isto é um eufemismo porque há actos que configuram crimes bem mais graves…) a irresponsabilidade vai continuar.

Et tu Krugman? (4)

Alarme nas hostes “abrantinas”. O guru Paul Krugman volta a insistiar na redução dos salários em Portugal.

O prémio Nobel repetiu a recomendação que tinha feito logo no início da crise da dívida, em Maio de 2010, quando disse que países como Portugal, a Grécia ou a Espanha teriam de fazer os seus salários cair 20 a 30% em relação à Alemanha.

“Não é agradável, mas é o que tem de acontecer”, afirmou, dizendo que seria preferível subir os salários dos alemães – de modo a estimular o consumo no país e, consequentemente, as outras economias do euro – do que descer os vencimentos nacionais. “Mas, em última instância”, admitiu, “vai ter de ser à custa dos salários dos portugueses”.

E, para quem ainda não percebeu, Krugamn não está contra a austeridade em termos genéricos. O que defende é que esta nâo pode ocorrer simulatanêamente na Alemanha e nos países periféricos.