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Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão (6)

Olhando para os números do INE para o desemprego de 1983 até 2011, qualquer leigo poderá verificar que este aumenta de forma sustentada desde 2001 e de forma mais acentuada desde 2008. Para o conhecido “especialista” Daniel Oliveira o recente aumento do desemprego prova o falhanço da implementação das políticas da “troika”. A não ser que ele acredite na eficácia retroactiva dessas medidas parece-me que conviria ao dito “especialista” aprofundar os conhecimentos sobre os temas que pretende escrever.

Preparem-se

Vem aí uma nova enxurrada de artigos sobre (leia-se contra) as agências de notação. Vão desenterrar a proposta (idiota) para criar uma agência europeia, os especialistas instantâneos vão deixar voltar a contar-nos sobre a malevolência das agências. Vão exigir mais regulação, multas, blá, blá, blá. Daqui a uma semana esgota-se-lhes a sapiência e tornam-se especialistas noutra coisa qualquer.

Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão? (4)

quem ainda viva na ilusão que a (necessária) reestruturação da dívida pública portuguesa iria evitar a continuação da austeridade. Parece ser incapaz de tirar ilações das suas próprias preposições. Quando diz “não vamos pagar a nossa dívida. Ponto final. Não é política, é matemática” não lhe ocorre que isto se deve ao desmesurado crescimento do endividamento público e que o estado não pode continuar a incorrer em sucessivos défices orçamentais. Mesmo que nos perdoassem 30 a 40% da dívida pública continuariamos com uma elevada factura para pagar.

 E contrariamente ao que ele julga, a reestruturação não pode ser feita sem o consentimento da “troika” e sem o assentimento dos credores. Porque os segundos, que actualmente já não nos emprestam dinheiro, irão exigir vários anos (décadas?) de bom comportamento orçamental para nos voltarem a dar crédito. E especialmente porque a primeira entidade é quem actualmente nos garante a maior parte do dinheiro para pagar salários aos funcionários públicos, subsídios e outros os fornecimentos e serviços ao estado.

 O Daniel Oliveira até pode estar a “marimbar[-se] para a troika“. Mas reze para que eles não nos devolvam o gesto. Palpita-me que passará a escrever as crónicas num jornal de parede. Até nem são precisos grandes conhecimentos de economia para perceber isto. Basta algum bom senso.

E se fossem roubar para outra freguesia? (2)

“O anterior Governo conseguiu este investimento [sa Nissan] com muito trabalho e com uma estratégia que incluía a criação de um cluster de mobilidade elétrica em Portugal. O actual Governo não pode por isso dizer que tem uma estratégia para a economia (…)”

Só mesmo um socialista para nos tentar vender que a subsidiação intensiva de uma industria é uma “estratégia para a economia“. Quer dizer. Até pode ser se o objectivo for tornar-nos mais pobres.

Les beaux esprits se rencontrent (2)

O Daniel Oliveira avaliza a sabedoria económica de José Sócrates. (e o tio Balsemão ainda lhe paga para escrever estas coisas…)

Os “abrantes” avalizam a sabedoria económica de Pedro Santana Lopes.  Começa a ser um hábito. Felizmente já não somos nós a pagar-lhe o ordenado. Espero.

 

Convém perceber minimamente dos assuntos (4)

Um dia ainda vou entender a razão pela qual se comentam assuntos sobre os quais se possui pouco ou nenhum conhecimento. Quem quiser (mesmo) perceber a razão pela qual deputado Saldanha Galamba cometeu um erro de palmatória pode ler os posts do Carlos Guimarães Pinto, Tavares Moreira e Manuel Castelo Branco.

Ele não merece sanção

Ele estimula a economia: Dívida da Madeira sobe para seis mil milhões de euros

Todos temos um emprego a defender

Num patético post o deputado Saldanha Galamba tenta justificar a inanidade de António José Seguro. Provavelmente, o melhor será seguir o conselho que lhe deu Carlos Costa.

Humor socialista

Seguro defende sanções para os países com excedente orçamental

O regresso da “escola austriaca de chicago”

Sérgio Lavos, uns dos mais cotados teóricos da Alfama School of Ecomics.

“Uma relato da ascensão das ideias de Milton Friedman e da Escola de Economia de Chicago (inspiradas por Hayek)”