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Avisos urgentes

Os avisos do Banco de Portugal sintetizados pelo Massa Monetária.

a) A implementação das reformas no mercado de trabalho afigura-se crucial para dinamizar a criação de emprego. 

b) Uma reestruturação eficiente do sector empresarial passa por melhorar a afectação dos trabalhadores aos postos de trabalho e aumentar a flexibilidade interna e externa das empresas, de forma a assegurar a criação de emprego.  

c) A existência de barreiras à entrada é extensível ao mercado do produto, pelo que a redução dos custos de contexto da actividade empresarial é fundamental para a captação de novos projectos de investimento directo estrangeiro com progresso tecnológico incorporado, que permitam aumentar no curto e médio prazos a produtividade do sector de bens transaccionáveis. 

d) A reforma do sistema judicial desempenha um papel crucial para a melhoria do funcionamento dos mercados na economia portuguesa.

e) Estas reformas devem ser acompanhadas por um quadro fiscal adequado, com vista a promover o investimento produtivo quer ao nível do capital humano, quer do capital físico.

Diz que foi um “erro operacional”

O Banco Central Europeu escreve no relatório anual de 2010 que o Banco de Portugal actuou de forma irregular ao ter colocado, há quase um ano, um depósito de quase dez milhões de euros num banco público português. “O Banco de Portugal colocou um depósito a sete dias, no montante de 12,5 milhões de dólares [9,87 milhões de euros à data], junto de um banco público português em 13 de Maio de 2010. Tal ficou a dever-se a um erro operacional”, pode ler-se no relatório.

…ou então foi uma “cedência extraordinária de liquidez”. Convinha pesquisar as necessidades de financiamento do estado na altura do “erro operacional”.

Dúvida existêncial

Estará o Banco de Portugal a ser irresponsável? Que saudades do amigo Constâncio.

Likewise

Banco de Portugal diz que medidas de austeridade não chegam para cumprir défice de 2011

Mais hora menos hora poderão ler no blog dos moços das trotinetes que as recomendações do Banco de Portugal são políticas e motivadas, vá se lá saber, por “preconceitos neoliberais”. Ciência económica é só daquele lado. Sempre com preocupações sociais, é claro.

A Helena não gostou

A Helena Garrido acha que o Banco de Portugal não pode dizer que o intervencionismo estatal ou a rigidez do mercado laboral estão a prejudicar-nos. Diz que “o Banco de Portugal não pode, nem deve, pronunciar-se subjectivamente sobre opções que são políticas e determinadas pela escolha dos eleitores.“. Subjectivamente, é claro. Dado que, para ela, parece ser impossível fazer uma análise objectiva que o prove. (já o inverso, segundo sugere, parece ser extremamente fácil de provar). Sugiro que se despeça já o novo governador e no seu lugar se coloque alguém que defenda de forma intransigente os “valores humanistas”, e claro, as opções políticas do governo.

ADENDA: Será assim tão difícil perceber que a profusão de contratos a prazo (assim como o cada vez maior recurso a empresas de trabalho temporário) são uma consequência (e não uma negação) da rigidez do mecado laboral?