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E agora, Saldanha?

Perante as declarações da troika. O ilustre deputado e ardente patriota Saldanha Galamba tenta aqui defender a honra de José Sócrates mas o resultado é pior que uma música do Zé Cabra.

PS: Pois é, Adolfo. Acho até que ele levou prepositadamente o país à bancarrota só para ensinar uma lição a esses tipos.

E agora, José?

Jornal de Negócios

a) Não era necessário ter pedido ajuda mais cedo. A crise foi despoletada pelo “chumbo” do PEC IV

O representante da Comissão Europeia disse que se Portugal tivesse pedido ajuda mais cedo, a cura de austeridade poderia ter sido mais leve.(…)A mesma tese foi defendida pelo seu colega do FMI. “O atraso complica sempre as coisas e torna-as mais dolorosas. O desemprego acabou por subir mais do que o necessário”, exemplificou Poul Thomsen.

b) O programa de ajustamento vai ser “levezinho”

Ambos, a par do representante do BCE, Ramus Rüffer, negaram ainda a mensagem que havia sido transmitida por José Sócrates de que este programa seja mais leve do que o exigido à Grécia ou à Irlanda.

c) O programa de ajustamento é igual ao PEC IV

Kröger precisou (…) que o PEC IV, chumbado pela oposição, foi um “bom ponto de partida, mas não era suficientemente abrangente”. “Tinha elementos muito positivos em termos orçamentais, mas não era suficientemente profundo em termos de reformas estruturais”, acrescentou.

A maquina de desinformação socialista novamente desmentida pela troika. Ainda não conseguiram infiltrar um “abrantes”.

Pois

Financial Times

Richard Batty, investment director of strategy at Standard Life Investments, said: “This shows Portugal has a lot of problems. Portugal cannot go on paying higher and higher yields. It is not sustainable and makes it much harder for the country to reduce its budget deficit. Investors are only willing to take a chance on Portugal for very high returns.”

Gary Jenkins, head of fixed income at Evolution, said: “In a way the auction has been a success as the Portuguese have raised the money, but they are only able to do so at a very high cost and only because investors know that the European Central Bank is there to support the markets if necessary.”

Resistência ou “efeito Trichet”?

Já baixou do máximo (6.44%) mas continua bem acima do valor de abertura (6.10%). O “FMI não prevê ter de ajudar Portugal” mas parece que poucos acreditam nesta previsão.

As origens da crise subprime

Da resposta de Raghuram Rajan (U.Chicago) a Paul Krugman a propósito da recensão deste ao livro Fault Lines: How Hidden Fractures Still Threaten the World Economy” de Rajan.

It is true that the European Central Bank was less aggressive, but only slightly so; It brought its key refinancing rate down to only 2 percent while the Fed brought the Fed Funds rate down to 1 percent. Clearly, both rates were low by historical standards. More important, what Krugman does not point out is that different Euro area economies had differing inflation rates, so the real monetary policy rate was substantially different across the Euro area despite a common nominal policy rate. Countries that had strongly negative real policy rates – Ireland and Spain are primary exhibits – had a housing boom and bust, while countries like Germany with low inflation, and therefore higher real policy rates, did not. Indeed, a working paper by two ECB economists, Angela Maddaloni and José-Luis Peydró, indicates that the ultra-low rates by both the ECB and the Fed at this time had a strong causal effect in relaxing banks’ commercial, mortgage, and retail lending standards over this period.

Tudo a correr bem

O BCE gastou mais 237 milhões de euros a comprar títulos da dívida grega, portuguesa e irlandesa. O total já vai em 61 mil milhões de euros.