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Acerca do corte de notação da dívida portuguesa pela S&P

Declaração de Adolfo Mesquita Nunes (CDS) acerca do corte de rating anunciado pela Standard & Poors (19.91.2012). Finalmente, na AR, alguém faz uma intervenção lúcida e racional sobre o tema e identifica a origem do poder de mercado das principais agências de notação.

We try harder

No esforço de redução da despesa pública o governo PSD/CDS opta, em grande medida, pelo aumento de impostos. O PS acha que o governo abusou na redução da despesa e, portanto, propõe aumentar ainda mais os impostos.

A função do Estado não é reconhecer a liberdade: é limitar-se em função dela

Intervenção de Adolfo Mesquita Nunes (CDS) na sessão comemorativa de encerramento das comemorações do centenário da República (20.10.2011).

Da falta de pudor dos socialistas quando comentam a sua própria execução orçamental

 

Intervenção de Adolfo Mesquita Nunes na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública acerca da execução orçamental do primeiro semestre de 2011

Sondagens fresquinhas

Foi hoje divulgada uma sondagem da Universidade Católica com os seguintes resultados

PS: 36
PSD: 34
CDS: 10
PCP: 9
BE: 5

Outra da Eurosondagem parece confirmar as tendências da anterior:

PSD: 35.8
PS: 32.5
CDS: 11.1
PCP: 7.7
BE: 6.6

Alguns comentários:
1. Após o falhanço da governação socialistas é (para mim) espantoso que o PS continua a recolher 1/3 das intenções de voto e todas as sondagens indiquem um empate;
2. Esperemos que se tenha esgotado o “efeito Nobre” (que foi claramente uma aposta falhada -para não dizer desastrosa) e outros “tiros no pé” da direcção do PSD. Esperemos também que esta tenha aprendido alguma coisa com os seus erros. Isto partindo do princípio que os reconhece como tais;
3. Ajudaria também se alguns notáveis (como Pacheco Pereira ou António Capucho) decidissem se o seu principal objectivo é derrotar José Sócrates ou Pedro Passos Coelho;
4. O PSD parece ter recuperado o centro ao PS sem ter esvaziado o CDS;
5. O PS parece manter a votação roubando à BE os votos que perdeu para o PSD. Percebe-se bem a insitência de José Sócrates em colar o PPC ao “neoliberalismo” reservando para si o papel de “campeão do estado social”. Algo que muitas vezes não tem qualquer aderência à realidade;
6. Convém ter presente que existe aqui uma alteração sociologica e ideolígica de uma parte significativa do eleitorado socialista. Não sei como reagirão este novos eleitores a muitas das medidas que constam do acordo com a “troika”. Particularmente funcionários públicos.
7. Parece confirmar-se a tese que o eleitorado do BE é bem mais volátil que o do PCP. A verificar-se a tendência das songagens será uma estrondosa derrota para Louçã e sus muchachos que irão ver o grupo parlamentar reduzir-se considerávelmente.
8. Em anteriores eleições as sondagens subestimavam por regra a votação do CDS. Ou reconhecendo este erro procederam a uma alteração metodológica ou mantendo-se a tendência anterior poderá significar que este partido terá uma votação muito superior à das anteriores eleições.

ADENDA: O Pedro Magalhães divulga outra sondagem da Aximage que confirma a tendência das anteriores

PSD: 33.9
PS: 30.5
CDS: 12.1
PCP: 9.3
BE: 7.7

Bloco de direita

Paulo Portas parece partilhar com a extrema-esquerda os mitos do “dumping social” e “comércio justo” o que politicamente o coloca ao nível de José Bové.

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje, no Porto, que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) devia fiscalizar os produtos asiáticos que concorrem de forma desleal com os portugueses, nomeadamente na área têxtil.(…) “Entram em Portugal produtos asiáticos que concorrem, não lealmente, com produtos portugueses, nomeadamente nos têxteis. Porque é que a fiscalização económica não os fiscaliza? Porque é que a ASAE se preocupou mais com restaurantes e a maçar as pessoas do que a fazer efectivamente fiscalização económica? Se a concorrência é desleal tem de ser fiscalizada”, disse o dirigente centrista.