Tag Archives: China

Não sei se já vos tinha dito

Estou “maravilhado” com a profusão de manifestações contra os massacres na Síria. Dizem-me que há vigílias permanentes em frente das embaixadas russa e chinesa.

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China, Cuba, Droga e Milícias

“Four Things You Need to Know about Venezuela” de Jaime Dareblum (PJ Media)

O capitalismo de estado

“Of emperors and kings” na Economist

According to the Congressional report, state-owned firms account for two-fifths of China’s non-agricultural GDP. If firms that benefit from state largesse (eg, subsidised credit) are included, that figure rises to half. Genuinely independent firms are starved of formal credit, so they rely on China’s shadow banking system. Fearing a credit bubble, the government is cracking down on this informal system, leaving China’s “bamboo capitalists” bereft.

Those who argue that state-owned firms are modernising point to rising profits and a push to establish boards of directors with independent advisers. Official figures show that profits at the firms controlled by SASAC [State-owned Assets Supervision and Administration Commission] have increased, to $129 billion last year. But that does not mean that many of these firms are efficient or well-managed. A handful with privileged market access—in telecoms and natural resources—generate more than half of all profits. A 2009 study by the Hong Kong Institute for Monetary Research found that if state-owned firms were to pay a market interest rate, their profits “would be entirely wiped out”.

Confissões de um “abrantes” chinês

Comparem o método aqui descrito com a prática dos “abrantes” & afins e as curiosas criaturas que aparecem nas caixas de comentários a defender o “engº” Pinto de Sousa. (mas juram que não votam nele).

O “culto da carga”

Chama-se “culto da carga” à tentativa de sociedades tecnologicamente atrasadas adoptarem, de forma ritualista, os sinais exteriores de progresso das mais desenvolvidas. Ainda que não consigam discernir de forma correcta a relação de causalidade, esperam com isso obter as mesmas comodidades das últimas. O exemplo clássico ocorreu nas ilhas do Pacífico praticamente isoladas de contactos exteriores até à chegada de americanos e japoneses durante a IIª Guerra Mundial. Após a partida das forças ocupantes, os ilhéus tentaram garantir a continuação do maná que literalmente lhes caia do céu, trazido pelos aviões de abastecimento, construindo réplicas exactas dos aeródromos. Mas há outros. No livro “Mao’s Great Famine” de Frank Dikötter (aqui recordado por Bryan Caplan) explica-se o comunismo como um “culto da carga” massificado em que as consequências foram amplificadas pela planificação central. No Grande Salto em Frente Mao Zedong pretendeu transformar a China num dos maiores produtores de aço a nível mundial. Afinal, todos os países desenvolvidos o eram também. O resultado deste maciço desvio de recursos foi a fome generalizada e toneladas de aço de fraca qualidade e sem utilidade para a economia chinesa. No plano nacional penso que o “culto da carga” é a forma correcta de entender as “paixões”, “apostas” e “prioridades” dos governos socialistas que prometiam tornar-nos numa referência de desenvolvimento a nível mundial. O maciço desperdício de recursos em que toda a despesa era por artes mágicas transformada em “investimento” levou-nos à ruína. As supostas “tecnologias do futuro” só se tornaram rentáveis graças a generosos subsídios estatais. O sobre-investimento em infraesturas revelou-se incomportável para a economia nacional. Os nossos sumo-sacerdotes garantiam um futuro radioso se lhe obedecessemos cegamente. Dir-se-ia que, em vez disso, despertam a fúria dos deuses,

O Salário Mínimo na China

“MINIMUM WAGE IMPACTS IN CHINA: ESTIMATES FROM A PRESPECIFIED RESEARCH DESIGN, 2000–2007” de Jing Wang e Morley Gunderson

We use a prespecified research design to estimate the employment effect of minimum wages in China over the period 2000 to 2007. Our results are consistent with theoretical expectations and institutional realities of Chinese labor markets. These include: negative employment effects in slower growing regions; larger negative effects in non-state-owned organizations that tend to be more responsive to market pressures; much larger lagged effects reflecting the time needed for adjustments to occur; no adverse employment effects in the prosperous and growing Eastern region; and a positive employment effect in state-owned enterprises in the East—consistent with monopsonistic behavior

Os amigos são para as ocasiões

As reacções do PCP, Hugo Chavez e Cuba à nomeação de Liu Xiaobo para o Prémio Nobel da Paz.

A lâmpada de Mao

Artigo de Fernando Gabriel no Diário Económico

A derradeira ironia é que o maior fabricante das lâmpadas preferidas pelo mandarinato europeu é a China, que desde que substituiu o socialismo por um capitalismo autocrático superou amplamente as ambições de Mao e já é a segunda maior economia mundial, enquanto as economias ocidentais definham sob o peso sufocante da regulação política dos mercados. Claro que o dr. Barroso não sonha com um plinto de horror sobre o qual possa celebrar a sua grandeza visionária de estadista sem Estado, mas interrogo-me se lá no fundo da cabeça não permanecerá acesa a lâmpada de Mao, uma luz insidiosa que o atrai para o planeamento central através da imposição de políticas comuns, em nome do “progresso” ou da “sustentabilidade”, às massas recalcitrantes que se recusam a reconhecer a superioridade do centralismo burocrático -ou das lâmpadas fluorescentes. Continuar a ler