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Acerca do crescimento da extrema-direita na Europa

Editorial do Daily Telegraph

The rise of extremist sentiment has been fuelled by immigration and has been exacerbated by the economic crisis; when unemployment rises, so does anti-immigrant sentiment. Underlying it is an increasingly ugly strand of Islamophobia. What is most worrying, however, is the inability or unwillingness of mainstream political parties across Europe to confront these issues. As we have seen in this country, the refusal of the political establishment over many years to conduct a mature debate on immigration has played into the hands of the British National Party. In France, President Nicolas Sarkozy is taking pre-emptive action against a resurgent National Front, which performed strongly in March’s regional elections, with his expulsion of illegal Roma immigrants. However, Europe’s leaders need to develop a more sophisticated approach to the many challenges posed by economic migration if the extremists are not to continue to prosper.

Discriminação, integração e estado social

O caso da expulsão dos ciganos de França por Luís Naves: “A questão da imigração na Europa”

Nicolas Sarkozy usou de forma cínica e oportunista um recente motim num bairro social habitado por romas para segurar os votos da extrema-direita em França. Metade das pessoas que votam tradicionalmente na Frente Nacional votaram em Sarkozy nas presidenciais. O presidente, entretanto, está descer nas sondagens e preocupa-se em segurar este eleitorado. Ora, a imigração dos ciganos balcânicos é recente. A comunidade está ligada ao pequeno crime e vive sem integração na sociedade, sendo dependente da segurança social francesa e usando regras próprias, pouco compatíveis com a república.

A França está também a impedir preventivamente uma onda de imigração da Roménia e Bulgária. Na Roménia, por exemplo, os números oficiais indicam que há apenas meio milhão de ciganos Roma, mas na realidade serão mais de dois milhões. Os ciganos de língua romani serão porventura quatro milhões nos Balcãs e os ciganos europeus talvez 10 milhões. Não têm representação política e estão no fundo da escala social nos respectivos países, sendo isto verdadeiro para todos. No leste europeu, estes ciganos foram vítimas na Segunda Guerra Mundial, forçados a sedentarizar-se durante o comunismo e os primeiros a perder os empregos durante a transição para o capitalismo. Constituem uma minoria desprezada e muito pobre, maioritária apenas nas prisões. Esta gente, se puder emigrar, não hesitará.