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Mistério…

Portugal deverá ter arrancado o ano já em recessão, ainda antes de terem chegado ao terreno as medidas de austeridade impostas pelo resgate financeiro do país.(…) A agência Bloomberg divulgou a previsão média de todos os analistas que ouviu, apontando para uma contracção de 0,3%. A verificar-se um número negativo, fica confirmada a recessão técnica – isto é, a ocorrência de dois trimestres seguidos com a economia a andar para trás.

Se não foi das medidas negociadas com a “troika” ao menos deve-se poder imputar a recessão ao chumbo do PEC IV pela oposição. Não. Esperem lá… Isso também foi depois. Há ainda outro mistério que urge desvendar. Como é que a execução da receita estava a correr tão bem num clima de recessão.

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O que Sócrates não quis dizer ontem

Segundo o fontes contactadas pelo Financial Times, o acordo com o FMI/UE/BCE irá implicar um imposto especial para pensões acima dos 1500 euros, o congelamento do vencimentos da função pública e pensões até 2013, a redução do subsídio de desemprego para 18 meses (dos actuais 36) e com um valor máximo de 1048 euros (dos actuais 1258 euros) e a suspensão e a reavaliação da viabilidade de novas obras públicas e PPP’s. Outas medidas são o aumento do IMI (e IMT?), novos limites nas deduções à colecta e a redução do pessoal na administração local e regional (?). Espera-se que o “pacote” de privatizações consiga angariar 5.3 mil milhões de euros.

Eu já não percebo nada disto

Mas o espanhois também rejeitaram o PEC IV?

O almoço oferecido aos convidados para a recepção que se segue ao casamento vai ser um buffet

Conta por pagar deixa tribunal uma semana sem telefones

Somos os primeiros!

Mais uma “obra” memorável do governo de José Sócrates.

The euro zone’s overall budget gap fell last year but deficits in Greece and Portugal were higher than expected, underlining the challenges presented by their austerity programs.(…)Greece and Portugal were the biggest disappointments, with their budget shortfalls higher than government estimates. Eurostat said Greece cut its budget gap to 10.5 percent of GDP from 15.4 percent in 2009. The European Commission and Athens had estimated the deficit at 9.6 percent. Greek public debt rocketed to 142.8 percent of GDP, from 127.1 percent in 2009.(…)Eurostat said that Portugal’s budget deficit was 9.1 percent of GDP last year, rather than the 8.6 percent forecast by the government. The final 2010 budget balance is also well above the initial Portuguese target of 7.3 percent of GDP. “Today’s figures have reduced the chances for Portugal to in fact limit its 2011 deficit to 4.6 percent of GDP,” Solveen said. “Further austerity measures and tax hikes will be necessary – something the IMF and the EU will likely also demand in turn for their financial support,” he said.

Parece que a mesme crise (segundo a teoria socrática) está a afectar as economias de forma desigual e há quem esteja a fazer bem melhor que nós.

Os culpados do costume

Segundo a mitologia socrática a responsabilidade pela miserável estado do país é atribuida à crise internacional ou ao PSD. Consoante o que mais se adequa ao discurso do momento e sem que se preocupem demasiado com a consistência do argumentos. Só o seu governo socialista parece ficar eximido de qualquer responsabilidade. O Professor Álvaro Santos Pereira contribui (mais uma vez) para desmascarar a mentira do Primeiro-Ministro.

Discutir a crise, com racionalidade

“Vamos ser racionais?” (1, 2 e 3) de Vítor Bento (Sedes)

Nas conversas que por aí andam sobre a dívida portuguesa, os mercados, os especuladores e a possível “vinda do FMI”, há muita emoção, mas pouca razão. Tentemos analisar o que está em jogo (numa série de 3 posts)