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Acerca das estranhas divergências entre o défice e o endividamente públicos

“The unexplained part of public debt” de Camila Campos, Dany Jaimovich e Ugo Panizza

In Campos et al (2006), we (…) use data for 117 countries over a period of 30 years (1972–2003) to show that in the average country-year, debt grows 3 percentage points of GDP faster than what is implied by the budget deficit (…). The highest values are in sub-Saharan Africa, Latin America and the Caribbean, and the Middle East.(…) This is consistent with the findings of Aizenman and Powell (1998), who suggest that governments have incentives to misreport public expenditure and that this comes back to haunt them as debt is re-assessed in the future.

Ainda recentemente,nós por cá também tivemos dessas contas que não batiam certo.

A quadratura do círculo

João Miranda

Uma das críticas que se fazem às medidas anunciadas por Passos Coelho é que essas medidas vão gerar uma recessão medonha.(…) Agora, não percebo o que é que tem na cabeça quem, exigindo o cumprimento do plano da troika, acusa as medidas de recessivas. Acreditam que há medidas não recessivas para baixar o défice? Acreditam que para se chegar ao mesmo défice há umas medidas que são recessivas e outras que não são muito? Pensavam que a meta do défice não era a sério?

Apoiado!

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, defendeu esta quarta-feira que os decisores políticos e os gestores públicos devem ser responsabilizados pelo incumprimento de compromissos orçamentais.

Somos os primeiros!

Mais uma “obra” memorável do governo de José Sócrates.

The euro zone’s overall budget gap fell last year but deficits in Greece and Portugal were higher than expected, underlining the challenges presented by their austerity programs.(…)Greece and Portugal were the biggest disappointments, with their budget shortfalls higher than government estimates. Eurostat said Greece cut its budget gap to 10.5 percent of GDP from 15.4 percent in 2009. The European Commission and Athens had estimated the deficit at 9.6 percent. Greek public debt rocketed to 142.8 percent of GDP, from 127.1 percent in 2009.(…)Eurostat said that Portugal’s budget deficit was 9.1 percent of GDP last year, rather than the 8.6 percent forecast by the government. The final 2010 budget balance is also well above the initial Portuguese target of 7.3 percent of GDP. “Today’s figures have reduced the chances for Portugal to in fact limit its 2011 deficit to 4.6 percent of GDP,” Solveen said. “Further austerity measures and tax hikes will be necessary – something the IMF and the EU will likely also demand in turn for their financial support,” he said.

Parece que a mesme crise (segundo a teoria socrática) está a afectar as economias de forma desigual e há quem esteja a fazer bem melhor que nós.

A dívida eterna

Jornal de Negócios

O director geral da COTEC Portugal, Daniel Bessa, criticou hoje o facto de “ninguém em Portugal” mostrar-se preocupado em pagar a dívida do Estado, sublinhando que “não é pensável uma coisa que é eternamente deficitária”.

Em Coimbra, num debate sobre o empreendedorismo e a internacionalização promovido pela CGD e Jornal de Negócios, Bessa afirmou que “os portugueses, aparentemente, não se preocupam muito com isso. Ainda nenhum de nós falou que o Estado português vai começar a pagar o que deve. Quando falamos em reduzir o défice é endividar menos. Para o Estado português começar a pagar o que deve é preciso que deixe de ter défice. Ainda não ouvi ninguém em Portugal preocupado em pagar um cêntimo da dívida do Estado”, considerou.