Tag Archives: despesismo

Obviamente demito-os

A propósito da alucinada resposta do CA da AR que rejeita a troca da água engarrafada pela canalizada recomendo a leitura dos comentários do Ricardo Campelo de Magalhães da qual destaco esta parte:

basta na água engarrafada não considerar custo nenhum a não ser a garrafa e na água da torneira considerar os custos com o pessoal (10x o preço das garafinhas) e dos jarros em si (18x o custo das garrafinhas, TODOS OS MESES).

Quanto aos jarros discordo do Ricardo e é  fácil perceber que teriam uma vida útil muitissimo curta dado que iriam servir de arma de arremesso e meio preferêncial para dirimir divergências. No entanto, penso que o estudo permite também descobrir um local onde é possível reduzir custos. A manutenção da compra das garrafas de água vai permitir dispensar os funcionários cuja única função era proceder ao enchimento e manutenção dos jarros. Obviamente.

Grande Mesquita Machado

A Câmara de Braga vai abandonar o projecto de construção de uma piscina olímpica na cidade. A obra já custou oito milhões de euros, mas os responsáveis admitem que não há condições para a concluir.

Refira-se que para concluir o projecto seria precisos mais 12 milhões de euros.  Como é que se classificam os autarcas que  planearam construir um complexo que iria custar módicos 20 milhões de euros? Visionários ou irresponsáveis? Ainda necessitam mais provas acerca da urgência em acabar com a irresponsabilidade fiscal das autarquias?

E um clister de vidro moido com amoniaco também não ia bem?

O antigo ministro socialista João Cravinho negou hoje que a criação das SCUT (auto-estradas sem custos para o utilizador) há 14 anos fosse resultado de uma política irresponsável, uma vez que elas também existiam noutros países da Europa.

(isto lembra-me qualquer coisa)

“Modern Spain’s legacy: airports, deficits and brutal cuts” no Iberosphere

Last week, Spanish newspapers reported that a recently busted gang of drug smugglers had planned to buy part of Ciudad Real airport in order to ship cocaine into the country. It was hardly the kind of news that the Castilla-La Mancha authorities would normally have enjoyed hearing, but right now, almost any potential buyer of this huge building with a four-kilometre airstrip will be welcomed with open arms.

A lição madeirense

Pedro Pita Barros no Dinheiro Vivo “[A] situação actual da Madeira, acusada de excessiva e preocupante pelos mesmo partidos, não é mais do que o resultado das políticas por eles preconizadas – dar rédea solta à despesa pública que esta se multiplicará, combater o desemprego através do emprego como funcionário público. Esta foi a “receita” para o crescimento da Madeira. O que se vê hoje? Para além de obras como estradas e túneis, não se encontrou uma fonte de crescimento da actividade económica que fosse duradoura. Não se reinventou o Turismo, dando-lhe novo ânimo, não se descobriram novas actividades económicas que trouxessem riqueza à região. Mais, ao cristalizar no emprego público uma fatia considerável da população activa, retirou-se a essas pessoas o interesse e a dinâmica de procurarem outras actividades económicas. Ao seu nível, a actual situação da Madeira mostra que não é viável um modelo de crescimento assente na despesa pública pela despesa pública. Apenas quando existe onde ir buscar mais e mais fundos se consegue, durante algum tempo, sustentar essa forma de intervenção económica.(…) Da mesma forma que começa a ser perceptível um cansaço dentro do resto de Portugal quanto às dívidas da Madeira e o processo que a elas levou, também o Norte da Europa manifesta o mesmo cansaço quanto aos países do Sul da Europa. Só a escala do problema e do sentimento é diferente. A lição da Madeira para todo o país não é apenas que é preciso controlar melhor. A lição mais importante, a meu ver, é que a capacidade de gerar dívida pública (e a ir escondendo) não traz a prazo crescimento económico sustentado e transforma-se apenas em mais um factor de “gordura” do Estado. E é “gordura” pelos recursos que absorveu e pelo emprego que retirou a outras actividades.”

Perguntem-me como

Fernando Ruas: “Digam como” reduzir o número de municípios

Eu digo. Façam com que as autarquias sejam menos dependentes do OE e mais responsáveis pela captação das suas receitas. Elas próprias tratarão de se agrupar. Com a grande vantagem destas decisões serem tomada ao nível local e com os munícipes a perceberem o que pode custar a sua independência e o despesismo autárquico. Outra grande vantagem é que desta forma teremos uma verdadeira descentralização administrativa e não a regionalização a “régua e esquadro” com que há anos nos ameaçam.