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O lado oculto do “monstro”

“A agenda” de Ricardo Arroja no Diário Económico

[Dos] oitenta mil milhões de despesa [pública], quase metade é originada nos chamados Serviços e Fundos Autónomos. Segundo dados da Direcção Geral do Orçamento (…) só neste universo serão originados gastos de trinta e cinco mil milhões de euros (20% do PIB, três mil e quinhentos euros a cada português) em 2012. Note-se que, aqui, não me refiro aos gastos do Governo nem dos seus ministérios; refiro-me “apenas” aos institutos, às agências, às comissões, às entidades, às direcções, aos centros, às fundações, às administrações, aos serviços e fundos autónomos que, com estas ou outras designações, fazem parte do chamado Serviço Público.(…)

Enfim, fala-se hoje muito numa agenda para o crescimento. Na minha opinião, uma boa forma de começar seria libertando o País destas redundâncias, reduzindo o peso que um Estado excessivamente oneroso e regulamentador persiste em impor à economia. O combate pelo aumento da produtividade tem, pois, de começar no próprio Estado.

Por uma união mais liberal

Carta aberta de 16 economistas de 16 países-membros da UE publicada no Daily Telegraph. Nela se incluem nomes tão ilustres como Alberto Mingardi, Philip Booth ou André Azevedo Alves.

SIR – As economists from 16 EU states, we don’t all hold the same view on whether the euro was a good idea, nor any particular view on David Cameron’s veto of a possible EU treaty. However, we are staunch believers in the free movement of goods, services, people and capital as enshrined in the Treaty of Rome.

Though only one person from each country has signed this letter, our views are not far out of line with those of many fellow economists. The EU should not focus on Mr Cameron’s actions. It should, instead, look at the underlying arguments about the future of the EU and the euro.

Unless there is radical deregulation of the labour and product markets and lower taxation, the euro can never work and the EU can never be a thriving economic area again.

These are the challenges, but the EU and its member governments are moving in the wrong direction. We see no sign that those discussing how to deal with the euro crisis understand the actions that need to be taken.

Whether or not the euro survives, this attitude will lead to gradual decline and increased social conflict within the EU. It may ultimately lead to the disintegration of both the single currency and the EU.