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O candidato oco

Relativamente a Fernando Nobre pouco tenho a dizer. Faço minhas a palavras do Jorge Costa

eleição de Fernando Nobre com 14%, um ser politicamente indigente, uma inteligência nula, um discurso completamente vazio e insignificante, que estabelece, de fora do sistema, uma relação afectiva, imediata e acéfala, que dispensa a articulação coerente de quaisquer palavras, que não requer a mediação de qualquer atitude reflexiva, para atrair a militância, mediação cujo elemento é necessariamente a palavra e o discurso coerente e com sentido, proposto a um exercício mínimo de razão crítica por parte do eleitorado;

Volens nolens, Fernando Nobre aí está, pronto, como ele dizia ontem, para se pronunciar, nos próximos cinco anos, sobre tudo e mais alguma coisa, num longa pré-campanha presidencial, dependendo, para ser esvaziado, de um improvável up-grade do ambiente político.

O candidato mistério

Já alguém percebeu a razão da candidatura de Defensor Moura? Voluntarismo inconsequente do ex-autarca de Viana ou foi empurrado por algum assessor que achou útil um candidato-extra para introduzir o “caso BPN” na campanha? Brilhante estratégia, de qualquer forma.

Uma vitória clara

Cavaco Silva venceu de forma clara o maior grupo de ineptos que alguma vez se candidatou contra um presidente eleito. Foram tantos os tiros no pé e as facadas nas costas nas cadidaturas adversárias que era difícil não ganhar à primeira. Foi sem sombra de dúvida o melhor candidato mas não o suficiente para merecer o meu voto. (faço minhas as palvras do Rodrigo). Espero que o este mandato seja bem melhor que o primeiro e que da próxima vez possa votar num candidato não socialista.

O candidato surpresa

Só consigo entender o surpreendente resultado de José Manuel Coelho como um voto de protesto e uma alternativa à abstenção. Mesmo assim não consigo aceitar tal opção. José Manuel Coelho não é um candidato anti-sistema. É um energúmero. Antes anular o voto que entregá-lo a tal pessoa.

Nota; os resultados na Madeira são ainda mais surpreendentes. Dir-se-ia que conseguiu congregar todos os votos da oposição local que assim elege um novo campeão. Eles que o aturem.

A vitória inútil de Sócrates

Depois de em 2005 ter queimado Mário Soares, nas presidências de 2010 José Sócrates acaba de vez com as ambições de vez Manuel Alegre, respectivo séquito e todos aqueles que sonham com aliança PS-Bloco. Desta forma, Sócrates reforça o domínio absoluto no PS. A derrota nas presidências é assim uma secreta e saborosa vitória. O problema é que isso só teria alguma utilidade se o PS e Sócrates ainda dominassem as sondagens. Algo que já não é verdade há algum tempo. O PS só lhe interessa enquanto meio de assalto ao poder. Como se comprova pela forma com tem dizimado sistematicamente a oposição interna com estes presentes envenenados. Não que isso me chateie. Antes pelo contrário.

Não contem comigo

Não contem comigo para reeleger Cavaco Silva (ok, eu sei que o meu apoio ou voto é irrevelevante mas ao menos alimento a fantasia que alguém se interessa pelo que escrevo). Esclareço que o que move contra ele não é a falta de veto à legalização do aborto ou do casamento homossexual mas a recordação desta bela trapalhada que ofereceu a eleição ao PS. E, de qualquer forma, não prevejo grandes dificuldades à sua reeleição. As aparições públicas do candidato mini-Chavez valem a Cavaco mais votos que umas boas centenas de outdoors.