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Diz que é uma economia de mercado

Distribuição. Governo quer acordo com fornecedores nem que seja à força

Get your priorities straight.

A propósito da anunciada reforma do arrendamento urbano Paulo Rangel revela que o que mais preocupa é a cobrança de impostos. A outra pérola do texto é a proposta que a revisão das rendas esteja ligada por “um mecanismo administrativo” a faria depender do valor da reavaliação do imóvel.

Pensava eu que o propósito da reforma era precisamente acabar com a fixação administrativa das rendas que transformaram os centros urbanos em zona desertas e degradadas. Estava enganado. É tudo feito para sacar mais impostos sem que seja afrouxado o controlo estatal.

Sobre as nomeações para a EDP

Pedro Pita Barros sobre as nomeações para o conselho geral e de supervisão da EDP (meus destaques)

Se a opção política das pessoas escolhidas foi nalgum sentido relevante (…) para os accionistas privados, é porque estes julgam que essa proximidade política será de alguma forma vantajosa para a empresa (seja pela capacidade de acesso a decisores públicos cruciais, pela agenda telefónica, pelo conhecimento adquirido em funções públicos, o que for). Ora, pensar que esta possível proximidade é um potencial critério de escolha (livre) dos accionistas faz pensar sobre as ligações das grandes empresas ao poder público, e sobre a capacidade do poder público poder libertar-se das “rendas económicas” que têm sido mantidas (…). A estreita ligação entre as grandes empresas produtoras de bens não transaccionáveis e o poder público é aliás uma das preocupações que tem estado expressa em várias análises da economia portuguesa, não é uma ideia original minha.

Resta agora ao Governo mostrar total independência a essa possível “influência” dos actuais escolhidos pelos accionistas privados. É aqui que se joga parte do valor da privatização da EDP para a economia portuguesa. Não será fácil, tem porém a vantagem de depender apenas da vontade do Governo mostrar-se independente dessas “influências”.

O escrutínio público não deve ser sobre as escolhas dos accionistas privados sobre quem deve ou não pertencer ao conselho de geral e de supervisão da EDP. Deve ser a partir de agora sobre as opções de política do Governo e sobre as decisões de regulação do sector. Será essa a verdadeira prova da independência das escolhas feitas pelos accionistas da EDP face ao poder político.

Como reconhecer uma empresa que (sobre)vive à custa dos favores do estado?

Muito simples. Conte o números de políticos mais ou menos reformados que se acomodam nos seus corpos sociais.

Been there, done that

Richard Wellings no blog do IEA: “Infrastructure stimulus will be counterproductive”

A intenção de Wellings é alertar o governo britânico para não olhar para o investimento em infraestruturas como uma forma garantir a retoma económica. Mas também  podia ser uma descrição do que aconteceu em Portugal nos últimos 20 anos com as sucessivas  “apostas no desenvolvimento”. Que resultaram no desastre actual.

Um governo com falta de preocupações

Governo estuda limite à inscrição de desportistas estrangeiros em Portugal

A mentalidade socialista em acção (2)


Ao estado compete apontar os caminhos do desenvolvimento económico.

Keynesianism failure

Urs Paul Engeler (Die Weltwoche) (traduzido para inglês, aqui)

“By following today’s apologists of the British economist John Maynard Keynes (1883-1946), the so-called ‘welfare’ states pumped too much money (which they didn’t have) into consumption: into pensions for all (Europe), exorbitant armament (US), endangered industries (both), and finally bailouts for ailing mortgage banks (also both). This intervention was celebrated by Keynes’ disciples as the ‘return of politics’. In reality the hopelessly over-indebted states only exacerbated the crisis. Today they are locations of insecurity. Those who argue that the state should be active with funds, subsidies and interventions – in short that it should perpetuate the debt economy – turn the wheel in exactly the wrong direction.”

Concorrência, o pior inimigo dos estatistas

Lacão sublinhou ainda que a privatização de um dos canais do Estado poderá ser prejudicial para os operadores privados, por trazer para o mercado mais um operador a disputar a publicidade.

Quanto à enorme perda que a privatização do 1º Canal representaria para o “serviço público de televisão” também estamos conversados.