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Votar com os pés

A ler

“Mormon America: A Political Profile” de Patrick Reddy no PJ Media

Mormons were once “populist” Democrats, one of the distinctive minorities of the New Deal coalition who grew up poor during the Depression and eventually left the party after rapidly achieving economic success.

Sobre a iminente queda do regime sírio

“Contentions Iran Knows More About Syria Than Obama” de Jonathan S. Tobin (Commentary)

Unlike Westerners who simply took it for granted that Assad must go, Ayatollah Khamenei and Vladimir Putin have remembered an ironclad rule of history: tyrants fall when they lose their taste for spilling their people’s blood, not when they loosen the reins.

ADENDA: A propósito da morte de dois jornalistas, hoje, na cidade de Homs: “How Do You Prepare the Grounds For a Massacre?” no Beirut Spring

A originalidade do discurso obamico

Inconsistências obamicas (2)

Ontem durante o discurso sobre o Estado da União

[Obama] defendeu que o país deve aproveitar as poupanças proporcionadas p[ela] retirada militar e redireccionar esse dinheiro para investimentos nas infra-estruturas como ferrovia mais rápida e recuperação das estradas do país. “Tanto da América precisa de reconstrução”, apontou Obama, que terá de negociar com o Congresso a ideia de investir em ligações rápidas de comboio

Ainda hei de perceber o fetiche dos políticos pelos “comboios de alta-velocidade”. Parece ser uma doença global. Mas enfim, a proposta de Obama surge num momento extremamente oportuno. Quando os EUA necessitam reduzir o défice e o endividamento federal e quando o projecto californiano de alta-velocidade começa a descarrilar

Inconsistências obamicas

Excerto do discurso sobre o Estado da União ontem proferido por Barack Obama

“a minha mensagem para os empresários é: perguntem a vocês mesmos o que podem fazer para trazer emprego de volta ao vosso país e o vosso país fará tudo o que nós pudermos fazer para que ajudar ao vosso sucesso”.

Momentos antes tinham proposto um aumento dos impostos sobre os mais ricos. Ceteris paribus, toda a gente sabe que o aumento de impostos é uma grande atractivo para o investimento produtivo.

Alguém que sabe do que fala (para variar)

Jornal de Negócios

O analista Marc Faber, célebre por ter previsto o “crash” bolsista de 1987, acha que a maioria dos países europeus devia ser considerado “lixo”. E diz que o corte de França foi insuficiente (…) pois não reflecte as contínuas tensões sistémicas da economia do país. Segundo Faber, a qualidade do crédito soberano de França não é boa.(…)

Sobre os Estados Unidos, o analista diz que o “rating” deste país devia ser ‘triplo B’ ou mesmo “lixo”, atendendo aos contratos de dívida que estão para vencer e que não têm fundos para serem suportados.

Faber sublinhou ainda à CNBC que não compraria obrigações soberanas de França ou dos Estados Unidos. Acrescenta, aliás, que não investiria em obrigações soberanas como investimento de longo prazo, pois perderia dinheiro. Quanto à Alemanha, o analista considera que “está ok”, mas que tem também muita dívida em mãos.

Marc Faber acha que estes cortes anunciados ontem pela S&P não terão um efeito significativo nos mercados accionistas mundiais, tal como aconteceu quando a agência desceu a notação dos EUA. Além disso, salienta, “a maioria dos ‘downgrades’ já foi descontada na Europa”.

O que poderá mexer com as bolsas, no entender de Faber, é se algum país disser “estamos fartos, vamos sair do euro”. “Se a Grécia o fizer, não será um desastre. Mas se a Grécia, Portugal, Espanha e Itália o fizerem, então isso terá um enorme impacto” nos mercados, referiu à CNBC

Santa aliança

O Presidente iraniano apelou, em Cuba, a uma “nova ordem mundial” baseada na justiça, face à “decadência do capitalismo”, que se encontra, segundo Mahmoud Ahmadinejad, “num impasse”.

Como dizia me dizia em tempos o Fernando Gabriel, qualquer dia os EUA acordam com mísseis Shabab com ogivas nucleares no seu “quintal”. Adivinhem para onde estarão apontados?

Um mito recorrente

«Os “3/5 de pessoas”» de Miguel Madeira (Vento Sueste) a propósito deste post de Raquel Varela (5 Dias)

Portanto, de um lado, tinhamos os progressistas humanitários que queriam contar os escravos como pessoas como outras quaisquer, e do outros os racistas esclavafistas que não queriam contar os escravos como pessoas, certo?

Errado – era ao contrário : eram os esclavagistas que queriam contar os escravos por inteiro, e eram os anti-esclavagistas que não os queriam contar. A explicação é simples: a questão dos 3/5 tinha a ver com o método usado para determinar quantos representantes cada Estado iria ter no Congresso federal. Como é evidente, os escravos não tinham direito a voto – contar os escravos para distribuição de deputados iria aumentar a representação dos brancos livres do Sul (nomeadamente os donos das plantações), já que só esses é que poderiam votar. Já o campo anti-escravatura defendia que os escravos não deveriam contar, exactamente para reduzir o peso do Sul no Congresso (e com o argumento que, se os escravos não contavam como pessoas para tudo o resto, não faria sentido contarem como pessoas para efeitos da representação política dos Estados esclavagistas). Os “3/5” foram o compromisso possivel.

Vai uma apostinha?

Os jornalistas portugueses e Mário Soares não vão votar em Mitt Romney. Se A Capital ainda existisse aposto que também não o apoiava.