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Clarinho

Tylwe Cowen explica o problema da zona euro

If Germany and a few other, smaller AAA countries were to guarantee or monetize the debts of Italy, Spain, and possibly France and Belgium, never mind Greece and Portugal, Germany would not be AAA itself. The German median voter has very little interest in guaranteeing the above-mentioned debts. If German yields are flipping upwards, it is, in my view, because investors now see the whole euro deal as unraveling and don’t want to deal with the complexities and flak. A big chunk of the German auction didn’t sell at all. You don’t have to think that Germany is ripe to default to see that markets are warning Germany not to take on the whole burden.

Furthermore, there is no “half hearted recovery” in the offing, not even with better AD policy. A lot of institutional arrangements were set up in an unstable fashion and now they are unwinding, as indeed they had to do, with economic carnage along the way. The periphery countries all thought they were wealthier than they in fact are, and behaved as such, but now is the painful unwinding, including the collapse of a lot of ultimately unworkable EU governance structures. Markets now see this, and the ECB cannot so easily reverse it.

O enterro definitivo da eurobonds?

As recentissimas dificuldades sentidas pela Alemanha na colocação de dívida pública só um sinal que o “núcleo duro” do euro não tem livre acesso aos mercados e não são imunes ao risco. Podem haver quem ache que isto obrigará a Alemanha aceitar as eurobonds. Dificilmente. Como poderá um país com dificuldades na colocação da própria dívida ser o principal avalista na colocação das obrigações europeias?

ADENDA: no Zero Hedge: “The sale “prompted concerns the debt crisis was even beginning to threaten Berlin on Wednesday, with the Bundesbank forced to buy large amounts of the bonds to ensure the auction did not fail. The low yields offered on the 10-year paper deterred investors from the auction, especially because of growing concerns over the cost to Germany of the escalating crisis.

Duas notas

1. Parece que se estar a formar um consenso acerca da oportunidade da emissão das eurobonds. Espanta-me ver tanta e tão boa gente a concordar com esta irresponsabilidade (já nem falo de socialistas e comunistas que apenas pretendem uma forma de continuar a saga despesista). Já não se recordam das origens desta crise? Eu dou uma ajuda. Lembram-se do subprime? Dos títulos de alto risco que eram vendidos no meio de outros com risco reduzido e recebiam ratings AAA e ajudaram a disseminar a crise? Para os mais esquecidos este artigo do WSJ compara-os às eurobonds e avisa-se que isto pode criar uma crise ainda maior que a actual. Depois não se queixem.

2. A sério. Não percebo os apelos para que se evite a todo o custo o default da Grécia. Na prática, a Grécia já não tem dinheiro para pagar as suas obrigações e está a viver à custa de mais empréstimos dos credores. Na prática, estamos apenas a substituir dívida privada (maioritariamente de bancos) por dívida pública (dos restantes países-membros). Estamos a agravar a factura da Grécia e potenciar crises de finanças públicas noutros países da UE. Como diz o director-geral da PIMCO, se queremos evitar o efeito dominó devemos deixar falir Grécia, Irlanda e Portugal.