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Uma consolidação sustentável

Pedro Bráz Teixeira

É dos livros que uma consolidação orçamental só produz efeitos sustentáveis se for realizada do lado da despesa, o que não tem sido o caso até agora por parte de Portugal. Se o orçamento de 2011 não se distinguir claramente do de 2010 por uma significativa ênfase no corte da despesa, receberá um chumbo dos investidores internacionais e Portugal será remetido para o FMI.

O problema irlandês: mito e realidade

“The Real Lesson About Ireland’s Austerity Plan” no e21

Analysts on the political left are using the implosion of the Irish economy to advance their mistaken narrative about the supposed dangers of reductions in public expenditures. This overlooks that any savings generated by spending cuts were more than offset by outlays associated with the €90 billion NAMA to acquire bad loans in the banking system.(…)

Policymakers should not be misled by the Irish crisis. It is debt-financed government expenditures arising from a banking crisis that’s bringing down Ireland, not austerity.

Nada de alarmismos

Como ontem garantia o sec. estado do tesouro está tudo a correr pelo melhor.

Portuguese 10-year yields rose to a record relative to similar-maturity benchmark German bunds. The difference in yield, or spread, widened to 400 basis points, or 4 percentage points, as of 10:33 a.m. in London

Um mesito

O risco da dívida nacional está actualmente ao nível do da Grécia um mês antes da Comissão Europeia e o FMI lançarem o pacote de ajuda aos países da União Europeia em dificuldades no valor de 750 milhões de euros.

Resistência ou “efeito Trichet”?

Já baixou do máximo (6.44%) mas continua bem acima do valor de abertura (6.10%). O “FMI não prevê ter de ajudar Portugal” mas parece que poucos acreditam nesta previsão.

Quase… (5)

O ex-ministro das Finanças Bagão Félix está preocupado com o estado da economia portuguesa e acusa o Governo de “tratar os portugueses como pacóvios”. Embora não seja a solução que mais lhe agrade, já não duvida que a entrada do FMI para colocar as contas públicas em ordem é “inevitável”.

Entretanto, o yield das OT’s a 10 anos continua bem acima dos 6%.

Quase… (4)

Jornal de Negócios: Esmeralda Dourado entende que o melhor é o FMI entrar já em Portugal. E defende que a sociedade portuguesa devia fazer pressão nesse sentido.

Diário Económico: [Ernâni Lopes] diz que não há mais margem de manobra. Só cortando nos salários se pode reduzir a despesa.

Diário de Notícias: Ex-ministros das Finanças dizem que intervenção externa será necessária para cobrir problemas da dívida pública

Jornal de Negócios: Presidente da Associação Portuguesa de bancos não exclui uma intervenção do FMI se Portugal não melhorar a sua credibilidade no exterior e diz que a banca portuguesa nunca viveu uma situação tão grave como a actual

Quase… (2)

Entrevista a Jacinto Nunes ao Diário Económico

A emissão de dívida hoje não correu bem. O BCE está prestes a retirar as medidas extraordinárias. Como vamos financiar a economia em 2011?
Eles [investidores] estão a exigir taxas elevadíssimas. É que isto de haver procura… Não se pode ir por aí. Nesta última emissão houve procura e até excedeu a oferta. Mas é sempre a um preço elevadíssimo. Isto assim não é sustentável, a dada altura vamos estar a ir buscar dinheiro só para pagar juros(…)

Nesse caso, mais vale Portugal assumir logo a ida ao Fundo de Emergência Europeu?
Sim, exactamente. Mas isso vem com o Fundo Monetário Internacional, não acredito que a União Europeia nos dê acesso ao fundo de emergência sem nos sujeitarmos ao FMI. E aí é que vai doer, porque depois vamos ter que cortar a sério. Mas nós também só entramos na ordem quando alguém nos põe na ordem à força, por isso, se calhar, lá terá que ser. Mas isto é o pior dos cenários.

Que não está assim tão distante, tendo em conta os níveis da despesa e do endividamento…
Pois, o que me assusta mais é mesmo isso. Todos os países nesta situação estão a cortar as despesas públicas. E nós não estamos. Mas também ainda não vimos os efeitos das medidas mais severas, espero sinceramente que estas medidas comecem a fazer mais efeito no próximo semestre, caso contrário não sei onde isto vai parar.