Tag Archives: França

C’est la france

Rodrigo Constantino

Segundo pesquisas, o candidato socialista François Holland lidera [as intenções de voto] com 27%, Sarkozy está em segundo com 23,5% e Le Pen em terceiro com 21,5% das intenções de voto. A França está dividida entre socialistas e populistas de direita, que são inclusive muito parecidos. Triste destino o que aguarda os franceses.

Alguém que sabe do que fala (para variar)

Jornal de Negócios

O analista Marc Faber, célebre por ter previsto o “crash” bolsista de 1987, acha que a maioria dos países europeus devia ser considerado “lixo”. E diz que o corte de França foi insuficiente (…) pois não reflecte as contínuas tensões sistémicas da economia do país. Segundo Faber, a qualidade do crédito soberano de França não é boa.(…)

Sobre os Estados Unidos, o analista diz que o “rating” deste país devia ser ‘triplo B’ ou mesmo “lixo”, atendendo aos contratos de dívida que estão para vencer e que não têm fundos para serem suportados.

Faber sublinhou ainda à CNBC que não compraria obrigações soberanas de França ou dos Estados Unidos. Acrescenta, aliás, que não investiria em obrigações soberanas como investimento de longo prazo, pois perderia dinheiro. Quanto à Alemanha, o analista considera que “está ok”, mas que tem também muita dívida em mãos.

Marc Faber acha que estes cortes anunciados ontem pela S&P não terão um efeito significativo nos mercados accionistas mundiais, tal como aconteceu quando a agência desceu a notação dos EUA. Além disso, salienta, “a maioria dos ‘downgrades’ já foi descontada na Europa”.

O que poderá mexer com as bolsas, no entender de Faber, é se algum país disser “estamos fartos, vamos sair do euro”. “Se a Grécia o fizer, não será um desastre. Mas se a Grécia, Portugal, Espanha e Itália o fizerem, então isso terá um enorme impacto” nos mercados, referiu à CNBC

Contra a criminalização do negacionismo histórico

A França acaba de criminalizar a negação do genocídio arménio de 1915. A este propósito recordo e reafirmo o que escrevi acerca da condenação do historiador David Irving por negar o holocausto judeu na 2º Guerra Mundial:

“Não estando nós livres da “ameaça” do descrédito ou da censura pública pelas nossas opiniões, não devemos permitir que seja o Estado a decidir o que pode ou não ser dito e quais as verdades indisputáveis”

…e muito menos, devemos criminalizar as opiniões divergentes por mais absurdas ou carentes de fundamentação. Acrescento eu, quase 6 anos depois. Tal como no caso da Shoa, existem amplas evidências do genocídio arménio. Não é necessário (para não dizer recomendável) que a verdade seja estabelecida de forma administrativa.

Para quem sentir saudade dos líderes europeus de outrora

Um tribunal francês condenou esta manhã o antigo Presidente Jacques Chirac a dois anos de prisão com pena suspensa pelos crimes de desvio de fundos públicos e abuso da confiança pública.

Por cá, os nossos políticos limitam-se a arruinar o país enquanto (misteriosamente) enriqucem pelo que não merecem sanção.

Ai é?

A chanceler alemã Angela Merkel disse nesta manhã de sexta-feira, no Parlamento alemão, que a Europa está prestes a criar uma união orçamental, depois de na quinta-feira ter discutido com o Presidente francês formas de “refundar” a Europa.

E ainda nos vão perguntar qualquer coisa (tipo: querem ou não querem?) ou já decidiram por nós?

Santa aliança

Uma aliança anti-sioista em França?

Ler, a propósito, “Um Futuro” de Fernando Gabriel.

Acerca do crescimento da extrema-direita na Europa

Editorial do Daily Telegraph

The rise of extremist sentiment has been fuelled by immigration and has been exacerbated by the economic crisis; when unemployment rises, so does anti-immigrant sentiment. Underlying it is an increasingly ugly strand of Islamophobia. What is most worrying, however, is the inability or unwillingness of mainstream political parties across Europe to confront these issues. As we have seen in this country, the refusal of the political establishment over many years to conduct a mature debate on immigration has played into the hands of the British National Party. In France, President Nicolas Sarkozy is taking pre-emptive action against a resurgent National Front, which performed strongly in March’s regional elections, with his expulsion of illegal Roma immigrants. However, Europe’s leaders need to develop a more sophisticated approach to the many challenges posed by economic migration if the extremists are not to continue to prosper.

Discriminação, integração e estado social

O caso da expulsão dos ciganos de França por Luís Naves: “A questão da imigração na Europa”

Nicolas Sarkozy usou de forma cínica e oportunista um recente motim num bairro social habitado por romas para segurar os votos da extrema-direita em França. Metade das pessoas que votam tradicionalmente na Frente Nacional votaram em Sarkozy nas presidenciais. O presidente, entretanto, está descer nas sondagens e preocupa-se em segurar este eleitorado. Ora, a imigração dos ciganos balcânicos é recente. A comunidade está ligada ao pequeno crime e vive sem integração na sociedade, sendo dependente da segurança social francesa e usando regras próprias, pouco compatíveis com a república.

A França está também a impedir preventivamente uma onda de imigração da Roménia e Bulgária. Na Roménia, por exemplo, os números oficiais indicam que há apenas meio milhão de ciganos Roma, mas na realidade serão mais de dois milhões. Os ciganos de língua romani serão porventura quatro milhões nos Balcãs e os ciganos europeus talvez 10 milhões. Não têm representação política e estão no fundo da escala social nos respectivos países, sendo isto verdadeiro para todos. No leste europeu, estes ciganos foram vítimas na Segunda Guerra Mundial, forçados a sedentarizar-se durante o comunismo e os primeiros a perder os empregos durante a transição para o capitalismo. Constituem uma minoria desprezada e muito pobre, maioritária apenas nas prisões. Esta gente, se puder emigrar, não hesitará.

Estupidez secularista

No Haaretz

A French history teacher in Nancy, France, has been suspended for breaching the principle of secularism and neutrality after the French education ministry concluded that she was teaching “too much” about the Holocaust and spending too much time organizing trips for her students to Nazi death camps in Poland and the Czech Republic.

Catherine Pederzoli, 58, was investigated by officials at the education ministry, who released a report about the matter in July. The report accused the teacher of “lacking distance, neutrality and secularism” in teaching the Holocaust, and of manipulating her charges through a process of “brain-washing,” according to the French news agency AFP.(…)

The principle of secularism and neutrality in France is meant to protect the separation of church and state. The ministry’s report cites that in meeting with investigators, the teacher used the word “Holocaust” 14 times while using the more neutral term “massacre” only twice.

Vichy

List of French who collaborated with Nazis to be published online

After capitulating to the German Blitzkrieg in just over a month, and surrendering Paris without a fight in June 1940, France embarked on a period of collaboration with the Nazis.
The Vichy government not only helped exterminate Jews but murdered thousands of other “undesirables” including socialists, homosexuals and gypsies, and some Frenchmen joined the German army. Its soldiers were among those who fought for Hitler to the last, right up until the final Battle for Berlin.