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Modelos a seguir para ataques “ad hominem” (2)

Visivelmente incomodado com dois posts no Insurgente que comentavam favoravelmente as declarações de Pedro Passos Coelho sobre a evolução do mercado de trabalho para os professores, Paulo Guinote prefere lançar suspeições sobre os seus autores não as concretizando  e excusando-se a comentar os argumentos apresentados. Diz que se tratam de “jovens dependentes da presença do PSD e CDS no Governo para beneficiar de visibilidade e presença“, “tertulianos que vivem dos apelidos familiares, numa dinastia académica ou empresarial“, “biutiful pipal da naite lisboeta“.

Perante uma resposta do Miguel Botelho Moniz, o PG é forçado apresentar alguns números para tentar negar que dada a evolução demográfica existiu uma diminuição da população escolar (e logo, a oferta de emprego para professores também diminuiu). Para sustentar a sua tese somente apresenta dados para 3 anos lectivos e que mostram um “misterioso” aumento da população escolar no anos de 2008/09. Jura não ter a ver com as Novas Oportunidades/RVCC.

O problema é que a análise de séries mais longas sobre a população escolar no Pordata corroboram a acentuada diminuição da população escolar desde o pico verificado nos anos 90. Aliás, a desagregação dos alunos do ensino secundário fornecida pelo Pordata demonstra inequivocamente que o “salto quântico” verificado em 2009 é grandemente explicado pelo NO/RVCC.

 Um comentário deixado no blog do PG fornece dados do Ministério da Educação (os mesmos que ele usou) de 1961 a 2010. Nele se verifica igualmente a forte redução no número de alunos. Noutro comentário, o mesmo autor demonstra que os dados PG incluem alunos dos programas NO/RVCC. Incapaz de contestar os números, PG responde com um comentário vago.

Para encerrar (?) este episódio, usando dados do ME, o Carlos Guimarães Pinto demonstra a redução dos alunos nos diversos graus de ensino num gráfico que permite adivinhar a tendência futura das séries. Noutro gráfico mostra que o número de professores no activo não seguiu a tendência verificada na população escolar. Conclui-se o óbvio. Há excesso de professores e o desemprego entre estes não irá certamente diminuir.

Num comentário.  ao post, PG não se dá por vencido mas afirma que não irá prosseguir a discussão por temer um processo judicial (nunca ninguém o ameaçou com tal) Diz que até podia “linkar declarações de PPC e PP sobre tudo isto” como se declarações políticas pudessem de alguma forma desmentir os dados estatísticos. E para terminar em beleza volta a fazer insinuações sobre as ligações partidárias e (incofessados) objectivos políticos-profissionais dos autores.