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A contas com uma herança cavaquista

A Gare Intermodal de Lisboa (GIL), responsável pela gestão da Gare do Oriente, acumula prejuízos de cerca de 87 milhões de euros desde a sua criação, em 21 de Setembro de 1994. Esta é uma das principais conclusões da auditoria do Tribunal de Contas (TC) a 14 empresas do Sector Empresarial do Estado (SEE), divulgada esta semana.

Dois comentários. Com tanto “investimento público estruturante” e “défices virtuosos” admiro-me como ainda não atingimos o paraíso socialista. Com este tipo de legados da sua governação o actual PR deviam ter algum pudor quando comenta os sacrifícios infligidos à população pelo despesismo público.

Portugal, Sucupira

“Odorico Paraguaçu” de Paulo Pinho (Jornal de Negócios)

Confesso estar farto de, através dos meus impostos, pagar infra-estruturas públicas e ajudas a investimentos privados que “vão levar o desenvolvimento” a todo o lado, para depois constatar que o País não só não cresceu nos últimos dez anos, como será o que menos crescerá em todo o Mundo, de acordo com a previsão do FMI. Se dúvidas tivesse de que a maioria do investimento nacional não desenvolveu coisa nenhuma, a falta de crescimento efectivo acabava por as eliminar. Os nossos Odoricos fazem obra pública (e financiam alguma privada) inútil, deixando aos contribuintes o custo de a pagar, mais o correspondente custo financeiro. A única coisa que, de facto, se desenvolve é a conta bancária dos que a constroem, como empreiteiros ou concessionários das correspondentes PPP’s. Paralelamente, o País, esse presuntivo beneficiário, definha.

Investimento público estratégico

Público

Quando a Dyn’aero chegou a Portugal, em 2001, e instalou em Ponte de Sor um projecto inovador para construir um avião completo, recebeu o apoio do Estado. As verbas a atribuir, inseridas no Programa de Incentivos à Modernização da Economia (Prime), chegavam aos três milhões de euros. O grupo francês recebeu uma parte significativa deste dinheiro [1,7 milhões de euros] e preparava-se para receber um novo fundo, desta vez da Agência de Inovação. A AICEP não acredita na recuperação.