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Para variar

Uma excelente iniciativa da JSD que merece todo o meu apoio: “JSD pede a PGR que investigue responsabilidade de Sócrates“. Infelizmente é capaz de ser demasiado tarde. Já deixaram que o homem fugisse para o estrangeiro

O moderno despotismo iluminado

maradona a propósito da política subsidiação da energias renováveis pelo governo socialista

“Não percebo como é que não se compreende uma coisa, que é simples como as ventas de mediocre do António José Seguro: quando, centralizadamente, se subsidia a produção de um bem, está-se a retirar informação e diversidade ao sistema, e assim a limitar a sua capacidade de adaptação às circunstâncias que por definição são irreconhecíveis antecipadamente ao homem, e a substitui-la pelas possibilidades de um único cérebro (que, relembro, no caso é o do Eng. José Sócrates).(…)

O raciocínio é infantil de tão lógico: perante a incerteza, poupança há-de ser sempre contabilizada como poupança, qualquer que seja o futuro tecnológico que se considere; pelo contrário, se, por vississitudes que nem o engenheiro José Sócrates consegue antecipar (é possível, é possivel que ele não veja todo o futuro), o carvão ficar mais 50 anos ao preço da chuva, o vento for desbaratado por um avanço na transformação do fotões em energia témica, ou vice versa, ou o nuclear tiver uma solução para os seus problemas, ou…., ou….., ou…., os investimentos que tiverem sido canalizdos para os cavalos perdedores terá sido, rigorosamente, dinheiro deitado ao lixo.”

Quod erat demonstrandum

As declarações de José Sócrates sobre a possibilidade de reestruturação da dívida soberana portuguesa são mais uma confirmação daquilo que o Miguel Morgado escreveu sobre a “politização extrema do debate sobre a crise portuguesa” levada a cabo pelos socialistas. Reparem que, embora uns a considerem um instrumento necessário e outros como a solução final, em todos os partidos esta questão é equacionada. Excepto no PS onde quem ousa abordar o tema é prontamente escorraçado para os o rol dos traidores ao líder e à Pátria. José Sócrates amarrou o PS a uma posição irredutível que o colocará numa posição extremamente desconfortável quando chegar à nossa vez. E ela chegará. Não tenham dúvidas.

Nota: Ainda a propósito de reestruturações. Só agora é que a Moody’s se apercebeu que é bastante provável a reestruturação da dívida grega. A Standard & Poors e a Fitch ainda devem estar a ponderar essa possibilidade. Mais uma “prova” que foram as notações que precipitaram a crise. Isto, se quiserem continuar a ignorar os factos.

Coisas que não se percebem

Foi hoje confirmado que a economia portuguesa entrou novamente em recessão no primeiro trimestre do ano. O Primeiro Minsitro declarou não estar surpreendido e que aliás a presente evolução está de acordo com o cenário macroeconómico do governo. Não percebo então as criticas que o presidente do AICEP e actual cabeça-de-lista do PS por Leiria, Basílio Horta, lançou ao governador do Banco de Portugal quando este disse que Portugal já estava em recessão. Desconhecia as previsões do governo ou achou que não era melhor que não se soubesse a realdiade sobre o estado da economia?

A trapalhada da Taxa Social Única (2)

O Ministério das Finanças veio hoje dizer que, que “nunca foi omitido” o objectivo de reduzir a Taxa Social Única, tal como previsto no programa acordado com a troika, mas sem explicar a razão de o assunto ser referido de maneira diferente em diferentes documentos

Por muitas voltas que os socialistas queriam dar a trapalhada parece ser difícil de ocultar. Quando José Sócrates e outros socialistas criticaram a proposta do PSD estavam afinal de contas a rejeitar uma medida tinha acordado com a “troika” e até com maior impacto orçamental.

A questão fulcral

A renegociação da dívida, defendida pelo BE, foi também abordada, tendo Louçã chegado mesmo a citar um editorial da “The Economist”, no qual é proposto que “todos os países da Europa devem renegociar a dívida a partir de agora”. Sócrates recusou liminarmente a hipótese, argumentando que “isso colocaria Portugal na lista negra dos países que não cumprem”.

Sinceramente, não sei qual a cor da lista em que o Primeiro-Ministro julga que se encontra um país cuja taxas da dívida pública no mercado secundário atingem os 12% e com margens de 45% na compensação de títulos. Mas adiante, o que está aqui em causa não é o prestígio que José Sócrates ainda imagina mas a sustentabilidade dos encargos da dívida e possibilidade de aliviar a pesadissima carga fiscal. Mas imagino que quem endividou o país como ele o fez para pagar projectos mais que duvidosos não estará preocupado com esses pormenores.

A trapalhada da Taxa Social Única

Pois é. Afinal de contas quem é que anda a enganar quem?

Não eufóricos

Francisco Assis tinha pedido para “não entrarmos em euforia” após a comunicação em Primeiro-Ministro preferiu dizer ao páis o que não continha o acordo com a “troika”. Com excepção de alguns “abrantes” já naturalmente excitados, os portugueses terão feito a vontade a Assis.  Especialmente após saberem as medidas previstas no acordo. Parece que nos restantes paísses membros a euforia não foi exactamente o adjectivo que descreve a reacção dominantes. Segundo o DE,  “uma fonte diplomática de um país conservador” (sic) terá dito “”Surpreende-me que um programa de austeridade que implica perda de soberania seja apresentado como uma vitória negocial“.  No Financial Times, Wolfgang Munchau também não entra em euforias:

“The Greek government played it relatively straight but Portugal’s crisis management has been, and remains, appalling.

José Sócrates, prime minister, has chosen to delay applying for a financial rescue package until the last minute. His announcement last week was a tragi-comic highlight of the crisis. With the country on the brink of financial extinction, he gloated on national television that he had secured a better deal than Ireland and Greece. In addition, he claimed the agreement would not cause much pain. When the details emerged a few days later, we could see that none of this was true. The package contains savage spending cuts, freezes in public sector wages and pensions, tax rises and a forecast of two years’ deep recession.

You cannot run a monetary union with the likes of Mr Sócrates

ADENDA: Bastante curisosa esta nota de Pedro Martins “Passados mais de tres dias uteis da apresentacao do Memorando, o site do governo ainda nao o disponibiliza – nem a versao original, muito menos uma traducao em portugues. Pelo contrario, insiste no anuncio das nao-medidas.”

Juventude Socrática

“O futuro do nosso País passa por cada um de nós. Ao registar-se no Movimento Voluntário Sócrates 2011, está a fazer parte da luta pelos ideais socialistas, de forma independente e construtiva.”

(Via Vias de Facto)

Lt Spinmaster, himself

“A nossa obrigação é não deixar o País numa situação de alarme”. É assim que o ministro da Presidência justifica o facto de José Sócrates ter feito uma declaração ao País sem revelar as medidas do plano, mas com muitos desmentidos a notícias veiculadas pela comunicação social.

Começa a ser difícil achar um mínimo de coerência nas declarações dos socialistas. Mesmo assim vou tentar perceber a lógica de Pedro Silva Pereira (e de José Sócrates). Vamos lá ver. Para sossegar uma população ansiosa nada melhor do que dizer o que não foi acordado com o BCE/UE/FMI do que dizer o que realmente consta do memorando. É isto? Não. Realmente não tem qualquer tipo de lógica.