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Minarquistas 1 – ancaps 0

Quando o estado deixa de assegurar a ordem pública. Um exemplo na Venezuela chavista

Por uma união mais liberal

Carta aberta de 16 economistas de 16 países-membros da UE publicada no Daily Telegraph. Nela se incluem nomes tão ilustres como Alberto Mingardi, Philip Booth ou André Azevedo Alves.

SIR – As economists from 16 EU states, we don’t all hold the same view on whether the euro was a good idea, nor any particular view on David Cameron’s veto of a possible EU treaty. However, we are staunch believers in the free movement of goods, services, people and capital as enshrined in the Treaty of Rome.

Though only one person from each country has signed this letter, our views are not far out of line with those of many fellow economists. The EU should not focus on Mr Cameron’s actions. It should, instead, look at the underlying arguments about the future of the EU and the euro.

Unless there is radical deregulation of the labour and product markets and lower taxation, the euro can never work and the EU can never be a thriving economic area again.

These are the challenges, but the EU and its member governments are moving in the wrong direction. We see no sign that those discussing how to deal with the euro crisis understand the actions that need to be taken.

Whether or not the euro survives, this attitude will lead to gradual decline and increased social conflict within the EU. It may ultimately lead to the disintegration of both the single currency and the EU.

São Rosas

Porque convém conhecer os autores antes de os usar como arma de arremesso ou em vergonhosos exercícios de assassinio de carácter aqui fica um oportuno esclarecimento do Luciano Amaral.

Carl Schmitt não é um crítico da democracia, é um crítico do liberalismo. Schmitt acreditava no poder de excepção do soberano. Como, no mundo contemporâneo, o soberano é o povo, Schmitt acreditava que todo o poder de excepção no mundo contemporâneo se teria de fundar na democracia. Acusar alguém de ser liberal, anti-democrático e schmittiano é um simples absurdo.

[A] democracia envolve uma dimensão conformista, totalitária e liberticida; na medida em que a democracia procura restringir diversas liberdades, incluindo a de pensamento, nomeadamente a liberdade de criticar a democracia – daí o conformismo, o totalitarismo e o liberticídio potenciais na democracia. (…) Convém relembrar a velha boutade churchilliana que toda a gente cita e muita parece ainda não ter percebido completamente: a democracia é o pior dos regimes… com excepção dos outros todos (sublinhado meu).

O PSD e o liberalismo

Alberto Gonçalves

A esquerda chegou a um consenso: o actual PSD é o mais “neo-liberal” (sic) de sempre. Não me lembro se a esquerda achava o PSD de Manuela Ferreira Leite só um pedacinho “neo-liberal”, o PSD de Santana Lopes pouco “neo-liberal”, o PSD de Durão Barroso quase nada “neo-liberal”, o PSD de Cavaco Silva nada “neo-liberal” e o PSD de Sá Carneiro uma força socialista à maneira e digna do voto de todos os trabalhadores. Provavelmente, a esquerda também não se lembra do que então achava. Provavelmente, “neoliberal” é apenas um sinónimo moderno de “fascista”, que por sua vez definia todos os biltres que não estavam entusiasmados com a possibilidade de transformar Portugal numa Cuba europeia ou numa Albânia atlântica.”

Infelizmente pouco “anti-SD”

“P anti-SD” de João Cardoso Rosa (Díário Económico)

Em Portugal já existe plena liberdade de escolha na educação e na saúde. A liberdade de escolha, recorde-se, consiste na ausência de obstáculos externos àquilo que queremos fazer. Em Portugal, ninguém é impedido de recorrer à esfera privada nestes domínios. Portanto, existe liberdade de escolha. Questão diferente – e sem dúvida importante – é a do financiamento dessa liberdade e é nisso que o PSD está a pensar. Ou seja, pretende-se que a escolha de privados seja financiada com recursos públicos e esteja sujeita aos mecanismos de mercado.

O artigo do Professor Carsoso Rosas reproduz duas falácias extremamente graves. Especialmente graves dado que o tenho por uma pessoa inteligente e informada. Até nem vou referir a ultra-regulação que o estado exerce nos domínios da saúde e educação que espartilham a oferta nestes sectores e impedem logo ex-ante a possibilidade de se falar numa verdadeira liberdade de escolha. Só podemos escolher dentro dos estritos parâmetros impostos pelo estado. Mas, adiante. As falácias a que me refiro são as seguintes. Em primeiro lugar as medidas do PSD não são assim tão liberalizados como o Professor Cardoso Rosas as apresenta. Infelizmente, digo eu. Em segundo lugar, a questão do financiamente é apresentada duma forma errada. Os chamados “recursos públicos” não são gerados ex-nihilo numa máquina de fazer dinheiro num qualquer departamente governamental. São subtraídos via impostos e taxas aos contruibuintes e tão somente redistruibuidos pelo estado. Somos obrigados a financiar os serviços públicos quer os utilizemos ou não. Se pretendermos, em vez dos serviços públicos, optar por um serviço similar privados somos obrigados a incorrer numa duplicação de custos. Desta forma só aqueles com mais posses terão verdadeiramente a liberdade de escolha. O bondoso estado social é extremamente perverso.

No último parágrafo o Professor Cardoso Rosas diz que um menor estado social cria uma “sociedade mais egoísta, espartilhada, violenta também“. Nem comento. Ele que olhe para as estatisticas que medem o crime e a generosidade na Europa.

Esperem lá…

O cabeça de lista do PS pelo Porto, Francisco Assis, afirmou hoje que “seria muito mau para o País” uma maioria absoluta do PSD porque “significaria a consagração eleitoral de teses ultraliberais”,

Exacto. Os liberais (com ou sem prefixo) ainda destruiam o próspero e generoso estado social e levavam o país à falência.