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A tolerância progressista em acção

Eu até tolero que pensem de forma diferente desde que não sejam muitos.

Uma revolução que vale mais que a liberdade individual

Não mexerei um palito pela blogueira cubana, diz Fernando Morais. No Fórum Social, jornalista e escritor especialista em Cuba diz que ajudar Yoani Sánchez é ficar contra revolução. Segundo ele, conquistas sociais do regime importam mais que liberdade para criticar, o que só interessa ao ‘inimigo’ EUA. Cético com política externa americana,

in Correio do Brasil de 27/01/2012

Nota:  Yoani Sánchez na Wikipedia; o blogue Generacion Y de Yoani Sánchez

Pelo direito ao insulto

“We must be free to insult our neighbour” no Archebishop Cranmer

What the hell is the point of life if you can’t get out of bed in a morning and hurl insults in the general direction of your neighbour? Yes, we know we’re supposed to love them – for so we are commanded – but loving doesn’t preclude insulting: indeed, sometimes a solid dose of the truth is entirely justified and wholly necessary.

Of course, one man’s truth is another man’s offence. But, hey, that’s life. Being able to offend is one of the foundations of liberty. Freedom of speech must be tolerated, and everyone living in the United Kingdom must accept that they may be insulted about their own beliefs, or indeed be offended, and that is something which they must simply endure, not least because some suffer fates far worse.

Uma vitória da liberdade

O deputado holandês Geert Wilders foi ontem absolvido no processo o acusava de incitamento ao “ódio racial” (pelos vistos o islamismo já deixou der ser apenas uma religião). Apesar de não ter terem provado a prático do crime que o acusavam os juízes decidiram advertir severamente Wilders. Há verdades que não podem ser ditas em público.

A reler: “Geert Wilders is on trial for us all” no Archbishop Cranmer.

Uma (meia) vitória da liberdade de expressão

Na passada Sexta-Feira, o ministério público holandês concordou em retirar as queixas de incitamente ao ódio e discriminação que pendiam contra o deputado Geert Wilders. No entanto, esta decisão terá de ser ainda confirmada pelo juíz que ainda o poderá condenar a uma pena de prisão ou ao pagamento de um multa. A liberdade de expressão continua em julgamento na Holanda.

I’m Geert Wilders

“Geert Wilders is on trial for us all” no Archbishop Cranmer.

When a politician sounds the trumpet to warn a continent of the incursion of an antithetical ideology and an oppressive power, it is ironic indeed that he should be silenced not by that alien ideology or foreign power, but by the very agencies of government he seeks to guard and of which he is part.

It is not speech itself we stand to lose, but the freedom to articulate in our speech those thoughts or expressions which others might find offensive, whether or not any offence was intended.

If he loses, Geert Wilders faces a little impoverishment and a few years imprisonment.

But if he loses, Western civilisation itself will be impoverished as we are all confined by the diminution of our liberty.

One may not agree with an awful lot of what Mr Wilders says, but putting him on trial in order to silence and censor is no substitute for free debate and discussion. He has beliefs and opinions; he is entitled to them. He expresses thoughts and ideas; he should be free to do so, as long as he does not engage in violence or incitement.

If one can no longer be of the opinion that Islam is a backward religion, or that Mohammad was a criminal, or if one may not defame the Qur’an by placing it on the bottom shelf of a public library, or purchase meat which is not halal, or draw cartoons of the Prophet or put him on television, film or stage without being threatened or brutally murdered, then one is probably living in an Islamic country.

Geert Wilders is defending the liberties of us all.

Geert Wilders (2)

Jorge Costa em 21/01/10

Se ele for julgado culpado, capitulámos, todos, e a liberdade perdeu. A grande diferença entre ele e os outros, o comum dos mortais na Europa – quando não são realmente xenófobos, o que não é o caso dele -, é que ele, em nome da minha liberdade, comprometeu a dele para o resto da vida, qualquer que seja o resultado do julgamento. Se sobre isso vier a ser punido, estamos falados.

Geert Wilders

e parte 2

Geert Wilders começa hoje a ser julgado pelas acusações de “incitamento ao ódio racial [!!!] e discriminação de muçulmanos“. Adormecidas pelo politicamente correcto e pelo multiculturalismo, as democracias ocidentais desistiram de lidar com as verdadeiras ameaças à liberdade preferindo restringir a liberdade de expressão para tentar aplacar a ira dos islamitas.

A liberdade de ofender

A nova publicidade dos gelados Antonio Federici mostra uma freira grávida a comer um gelado da marca, está a causar uma forte polémica. A campanha vai mais longe e apresenta slogans como “imaculadamente concebido” e “o gelado é a nossa religião”. O regulador da publicidade no Reino Unido – a Advertising Standards Authority (ASA) – já proibiu a publicidade por considerar ofensiva para os crentes, especialmente para os católicos.

Na meu humilde julgamento não vislumbro qualquer ilícito que justifique tal decisão. Afrontar convicções alheias, ainda que recorrendo a imagens de gosto duvidoso, não deve ser proibido num país que preze a liberdade individual. A decisão de as publicar os anúncios apenas deverá dizer respeito a editores e proprietários da publicações. Da mesma forma, quem se sentir ofendido é livre manifestar a sua discordância desde que não coloque em causa a integridade fisica, a propriedade ou liberdade de terceiros. Na sua ânsia de evitar ferir qualquer tipo de susceptibilidades, a ASA coloca em causa a tradição britânica da liberdade transforma os seus cidadãos em crianças mimadas a quem deve ser poupada qualquer tipo de angustia.

Pela Liberdade de Expressão

O historiador britânico David Irving encontra-se, presentemente, a ser julgado na Áustria pelo crime de “Negação do Holocausto” pelo qual incorre numa pena de 8 a 10 anos de prisão. Na origem deste julgamento estão dois discursos feitos em 1989 nos quais Irving negou a existência das câmaras de gás em Auschwitz.

Independentemente do que possa achar sobre as teses de Irving, penso que a este assiste o direito de defender os seus pontos de vista sem que sobre ele incorra a ameaça de uma pena de prisão. Segundo julgo saber, apesar de negar o genocídio nos campos de concentração, Irving não defendeu a admissibilidade do extermínio dos judeus ou incentivou quaisquer outras práticas criminosas. O seu crime é pois de natureza puramente ideológica e esta lei assemelha-se mais à de um estado de natureza totalitária de que ao de uma democracia liberal. Não posso deixar de concordar com Deborah E. Lipstadt (*), que, a propósito deste caso, afirma que as teses históricas devem poder ser debatidas livremente e não decididas em tribunais ou inscritas no código penal.

Relembrando outros exemplos, se apesar de toda a evidência histórica é permitido glorificar a URSS, as FARC, a China, Cuba ou a Coreia do Norte ou envergar orgulhosamente t-shirts com a foto de Che Guevara porque não podem Irving ou o embaixador iraniano em Lisboa negar o Holocausto? Pode-se invocar uma questão de grau nas atrocidades cometidas (as de alguns nem serão menores…) mas este nunca poderá ser o critério para decidir quais os ditadores e genocidas que podemos defender.

Não estando nós livres da “ameaça” do descrédito ou da censura pública pelas nossas opiniões, não devemos permitir que seja o Estado a decidir o que pode ou não ser dito e quais as verdades indisputáveis.

(*) Em 2000, David Irving encetou (e perdeu) uma acção judicial contra a historiadora Deborah E. Lipstadt por esta, no livro “Denying the Holocaust: The Growing Assault on Truth and Memory” ter acusado Irving de ser um negacionista.

Nota: quando escrevi este post ainda não sabia o veridicto. Irving foi considerado culpado e condenado a três anos de prisão.

Publicado no Insutgente a 20/02/2006