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Decidam-se

Ou as agências de notação são credíveis ou não são.

Dois factos curiosos de uma biografia desinteressante

È interessante verificar como, na recente biografia de Mário Soares, é (mal) contado o caso do gangue de Macau e como foi apagada qualquer referência ao seu fiel Alfredo Barroso.

Relativamente ao caso de Macau (e não só) recomendo a leitura do misteriosamente desaparecido livro de Rui Mateus, “Contos Proibidos – Memórias de um PS desconhecido

Um feriado sagrado

O ex-Presidente da República Mário Soares afirmou hoje que o feriado do 5 de outubro é tão “sagrado” para os portugueses como o 25 de abril e defendeu a sua manutenção.”Em Portugal a maior parte da população é republicana. Eles [os portugueses] não gostaram dessa ideia e eu também não”

Duvido que a maior parte da população portuguesa se considere republica ou monárquica. O mais provável é que não veja vantagem na mudança de regime e defenda a manutenção do status quo seja ele qual for. De resto, basta verificar o “entusiasmo” com que os portugueses comemoram o feriado do 5 de Outubro a num sagrado ritual de compras ou praia.

Contra Soares et al

Réplica de Duarte Marques e Ana Margarida Craveiro ao manifesto “Um Novo Rumo”.

Na nossa opinião o vosso manifesto chega bastante atrasado. Por isso, perguntamos hoje onde estavam V. Exas nos últimos anos, quando o endividamento aumentava apesar de a nossa economia estar estagnada. Onde estavam quando o nosso país se assumia como o campeão da desigualdade e último classificado na mobilidade social? Onde estavam quando o crescimento económico de Portugal estagnou, mas os investimentos megalómanos não paravam de aumentar?”(…)

“Onde estavam quando se assinaram contratos ruinosos que endividaram as gerações futuras dos próximos 50 anos? Onde estavam quando a nossa dívida líquida externa se tornou a maior do mundo inteiro?”

“Sabemos que querem um paradigma diferente. Mas qual? Fica apenas a desconfiança de que o que pretendem é apenas manter o mesmo paradigma, o velho paradigma que nos trouxe até aqui” (…) “Contra isso, sim, protestamos e nos indignamos. Protestamos, sim, contra um paradigma de governação que está comprovadamente ultrapassado, esgotado e que não é sustentável. Que conduziu o País à sua crise actual e comprometeu o nosso próprio futuro”.

(via ABC do PPM)

Marinha Grande, 1986

“Não podemos saudar democraticamente a chamada “rua árabe” e temer as nossas próprias ruas e praças.”

(roubado ao David Levy)

A vitória inútil de Sócrates

Depois de em 2005 ter queimado Mário Soares, nas presidências de 2010 José Sócrates acaba de vez com as ambições de vez Manuel Alegre, respectivo séquito e todos aqueles que sonham com aliança PS-Bloco. Desta forma, Sócrates reforça o domínio absoluto no PS. A derrota nas presidências é assim uma secreta e saborosa vitória. O problema é que isso só teria alguma utilidade se o PS e Sócrates ainda dominassem as sondagens. Algo que já não é verdade há algum tempo. O PS só lhe interessa enquanto meio de assalto ao poder. Como se comprova pela forma com tem dizimado sistematicamente a oposição interna com estes presentes envenenados. Não que isso me chateie. Antes pelo contrário.