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E agora?

Luciano Amaral no Diário Económico

Agora que se livrou do horrendo Khadafi, a Líbia encontra-se nas mãos de um incompreensível Conselho Nacional de Transição, que não augura para o país nada de muito melhor: entre tribos, sumidades intelectuais e “activistas dos direitos humanos”, não se vê a sombra de um verdadeiro enquadramento da sociedade civil. Feita para marcar presença, para não se dizer que o “Ocidente” não fez nada, depois de se mostrar incapaz para ajudar a conduzir a “Primavera árabe” numa direcção aceitável, esta intervenção mal atamancada não teve preocupações de eficácia militar nem compromete o dito Ocidente no futuro da Líbia (mesmo se o tenha definido depois de a andar a bombardear). Que Alá seja misericordioso com aquele pobre país.

All Talibans look alike

Taliban Leader in Secret Talks Was an Impostor

For months, the secret talks unfolding between Taliban and Afghan leaders to end the war appeared to be showing promise, if only because of the appearance of a certain insurgent leader at one end of the table: Mullah Akhtar Muhammad Mansour, one of the most senior commanders in the Taliban movement.

But now, it turns out, Mr. Mansour was apparently not Mr. Mansour at all. In an episode that could have been lifted from a spy novel, United States and Afghan officials now say the Afghan man was an impostor, and high-level discussions conducted with the assistance of NATO appear to have achieved little.

“It’s not him,” said a Western diplomat in Kabul intimately involved in the discussions. “And we gave him a lot of money.”

Acerca dos constrangimentos causados pela cimeira da NATO

Confesso que me incomoda a ideia de que para realizar uma cimeira internacional seja necessário colocar uma cidade em “estado de sítio”. No entanto, por ainda me recordar do que sucedeu em Seattle e por não ser grande apreciador das hordas de hunos alterglobalistas, comprêendo a necessidade das medidas de excepção. Não obstante, julgo que não seria má ideia procurar alternativas menos incómodas para todos.

Para terminar, acho muito estranho que a extrema-esquerda necessite importar activistas estrangeiros para compor as manif’s anti-NATO. Parece que a capacidade de mobilização interna também não escapou à crise. E espero que os barbudos que nos últimos dias têm sido impedidos de entrar em território nacional tenham sido apanhados com algo mais perigoso que panfletos. E se o foram talvez teria sido melhor apresentá-los a um juiz que poderia determinar a validade da interdicção e a perigosidade do material apreendido.

Medidas de excepção devem apenas ser aplicadas em casos excepcionais (perdoem-me a redudância). E se cada vez que se realizar uma cimeira for necessário todo este aparato talvez não seja boa ideia competirmos activamente pela sua organização.