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O camarada Obama

O Partido Comunista dos EUA (CPUSA) apoia a reeleição de Barack Obama

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Obama, the anti-Midas touch

Ener1, a battery company that President Obama referenced in his State of The Union Speech on Tuesday as an example of successful energy investments, has just filed for chapter 11 bankruptcy. That’s just two days after the speech.“In three years, our partnership with the private sector has already positioned America to be the world’s leading manufacturer of high-tech batteries,” Obama said in his speech. 

in Business Insider

A originalidade do discurso obamico

Inconsistências obamicas (2)

Ontem durante o discurso sobre o Estado da União

[Obama] defendeu que o país deve aproveitar as poupanças proporcionadas p[ela] retirada militar e redireccionar esse dinheiro para investimentos nas infra-estruturas como ferrovia mais rápida e recuperação das estradas do país. “Tanto da América precisa de reconstrução”, apontou Obama, que terá de negociar com o Congresso a ideia de investir em ligações rápidas de comboio

Ainda hei de perceber o fetiche dos políticos pelos “comboios de alta-velocidade”. Parece ser uma doença global. Mas enfim, a proposta de Obama surge num momento extremamente oportuno. Quando os EUA necessitam reduzir o défice e o endividamento federal e quando o projecto californiano de alta-velocidade começa a descarrilar

Inconsistências obamicas

Excerto do discurso sobre o Estado da União ontem proferido por Barack Obama

“a minha mensagem para os empresários é: perguntem a vocês mesmos o que podem fazer para trazer emprego de volta ao vosso país e o vosso país fará tudo o que nós pudermos fazer para que ajudar ao vosso sucesso”.

Momentos antes tinham proposto um aumento dos impostos sobre os mais ricos. Ceteris paribus, toda a gente sabe que o aumento de impostos é uma grande atractivo para o investimento produtivo.

Sobre o fracasso dos programas de estímulos à criação de emprego nos EUA

Why Obama’s Stimulus Failed: A Case Study of Silver Spring, Maryland

President Obama’s top economic advisor Larry Summers laid out ground rules for how stimulus dollars should be spent: The funds must be “targeted” at resources idled by the recession, the interventions must be “temporary,” and they needed to “timely,” or injected quickly into the economy.

None of that turned out to be true. “Even if you were to believe that government spending can trigger economic growth,” says Veronique de Rugy, Reason columnist and senior research fellow at the Mercatus Center, “the money is never spent in a way that’s consistent with the conditions laid out by the Keynesians for it to be efficient.”

Espalhar a palavra

The State Department has bought more than $70,000 worth of books authored by President Obama, sending out copies as Christmas gratuities and stocking “key libraries” around the world with “Dreams from My Father” more than a decade after its release

Obama e Osama (2)

Em complemente ao artigo do Diário Económico, duas notas adicionais de Fernando Gabriel

Dois aspectos importantes suscitados pelo discurso de Obama ficaram de fora do texto final da coluna. O primeiro refere-se a outra teoria amplamente difundida, segundo a qual a eliminação de bin Laden “não afecta” a organização da al Qaeda porque, presumivelmente, não passaria de uma “referência heróica” para os aderentes à causa do jihadismo. Suspeito que à medida que for possível conhecer parte da informação apreendida nas instalações onde se escondia, esta teoria será amplamente revista: as primeiras notícias sugerem que bin Laden mantinha a coordenação efectiva da al Qaeda.

O segundo refere-se à extraordinária frase proferida por Obama, ao anunciar a execução de bin Laden: justice has been served. Gostaria muito de saber qual teria sido o conteúdo dos jornais ocidentais no dia seguinte se o presidente dos EUA ainda fosse George W. Bush e, na sequência de uma invasão do território soberano de um país (formalmente) aliado, para levar a cabo uma execução sumária, Bush tivesse aparecido na televisão a proferir o mesmo discurso de Obama. O conceito de “justiça” implícito na declaração já o conhecemos: é o conceito de “justiça” prevalecente nos julgamentos revolucionários de Saint-Just e Robespierre, comum à maioria dos despotismos do séc. XX; uma sensação desconfortável agravada pela invocação de sondagens, indicando a “aprovação popular maioritária”, como se tal constituísse uma forma de justificação. Para que não restem dúvidas: gostaria que o terrorista tivesse sido capturado, interrogado, apresentado a um tribunal competente, provavelmente militar e norte-americano, julgado e condenado, eventualmente à pena capital, mas de acordo com a lei. A verificar-se a absoluta impraticabilidade da captura de bin Laden, algum dos certamente caríssimos assessores de Obama devia ter-lhe explicado as implicações de tal frase: pelos vistos, os anos que Obama empregou a estudar Direito em Columbia e Harvard somados aos anos em que ensinou Direito Constitucional na universidade de Chicago não foram suficientes para que o próprio fizesse uma reflexão mínima sobre o peculiar conceito de “justiça” que declarou ter sido “servida”.

Obama e Osama

“A cabeça de Holofernes” de Fernando Gabriel (Diário Económico)

Obama declarou o mundo “um lugar mais seguro”. Obviamente não está e a conclusão não depende de conjecturas sobre presumíveis “retaliações”: é a intervenção militar sancionada por Obama no norte de África que está a tornar o mundo mais perigoso, ao terraplanar os destroços dos autoritarismos árabes, sem a mínima ponderação sobre os prováveis beneficiários do vácuo político. O chamado “levantamento árabe” devolve vastas extensões territoriais à condição de territórios tribais e na Líbia, tal como no Iémen, emerge uma das mais antigas e perigosas tradições do mundo islâmico: a combinação do espírito de revolta tribal com um sentimento de revivalismo religioso. As consequências da destruição na última década do remanescente do equilíbrio governativo nos territórios tribais recebido pelo Paquistão do Raj britânico é uma antevisão do Iémen e da Líbia da próxima década: durante algum tempo, as tribos rivais liquidar-se-ão mutuamente, até aparecer uma figura de autoridade religiosa -ironicamente, o termo árabe designador da virtude de sabedoria religiosa é baraka- que denunciará a impiedade dos tempos, unificará os beligerantes sob uma causa puritana e indicar-lhe-á a casa do inimigo a destruir.

Sobre a intervenção na Líbia

“Do Céu que os protege” de Fernando Gabriel (Diário Económico)

O bombardeamento da Líbia é um acto cínico, demonstrativo da vulnerabilidade das democracias à imoralidade do oportunismo -o “futuro” anunciado aos líbios pelo cometa ardente dos mísseis que do céu os “protegem”. A coisa não se explica nem por cupidez nem por estupidez. (…)

Obama e Sarkozy aparecem unidos num virtuoso proselitismo bombista, mas não é da liberdade dos líbios que se trata: é da consciência da necessidade. Com uma aguda consciência da sua necessidade eleitoral, agravada pelos resultados das eleições locais, Sarkozy saiu disparado das boxes. Seguiram-se os ingleses e Obama, que estava em dia de ocidentalismo. Chamar-lhes descendentes de Gladstone é apoucar o intelecto do estadista vitoriano: são apenas populistas, antecipando que as acrobacias pós-heróicas nos céus da Líbia serão recompensadas com votos, porque este tipo de operações satisfaz o desejo de santidade de um certo eleitorado, que confunde o discurso moral com a pieguice humanitária e a guerra com a paz.

Bem podem algumas vozes ajuizadas lembrar que ninguém no chamado “mundo árabe” agradecerá a operação; que as histórias disseminadas por fanáticos do islamismo servirão para motivar inúmeros terroristas; ou que tem de ser a hipócrita Liga Árabe a assumir o ónus financeiro e militar de garantir a ordem civil na Líbia. A beatice internacionalista dá votos e isso basta para legitimar o bombardeamento “democrático” da Líbia. A derradeira ironia resulta do contraste entre a intenção e a realidade da ONU. Sendo o resultado funcional de um movimento internacionalista nascido da rejeição do cálculo paroquial de “interesses”, que se supunha levar inevitavelmente ao conflito, a ONU tornou-se há muito numa plataforma de corrupção e de autorização desresponsabilizada de intervencionismos arbitrários e estranhamente selectivos. O mundo seria um lugar mais seguro sem ela e a sua perigosa ilusão de “governança mundial”.