Tag Archives: Paul Krugman

Et Tu Krugman (5)

A verdade é que, (…) a esquerda que foi ouvir Paul Krugman saiu desiludida. Deputados socialistas como João Galamba ou Pedro Silva Pereira não ficaram satisfeitos quando o cronista do “New York Times” disse que “as pessoas com opções estão em Berlim e Frankfurt”, evidenciando que a Passos Coelho não restava outra alternativa senão a “cura” de austeridade. Francisco Louçã, coordenador do Bloco de Esquerda, também ficou desapontado, preferindo não tecer comentários ao jornal.

Fotomontagem involutariamente cedida pelo Delito de Opinião. Mais aqui.

Et tu Krugman? (4)

Alarme nas hostes “abrantinas”. O guru Paul Krugman volta a insistiar na redução dos salários em Portugal.

O prémio Nobel repetiu a recomendação que tinha feito logo no início da crise da dívida, em Maio de 2010, quando disse que países como Portugal, a Grécia ou a Espanha teriam de fazer os seus salários cair 20 a 30% em relação à Alemanha.

“Não é agradável, mas é o que tem de acontecer”, afirmou, dizendo que seria preferível subir os salários dos alemães – de modo a estimular o consumo no país e, consequentemente, as outras economias do euro – do que descer os vencimentos nacionais. “Mas, em última instância”, admitiu, “vai ter de ser à custa dos salários dos portugueses”.

E, para quem ainda não percebeu, Krugamn não está contra a austeridade em termos genéricos. O que defende é que esta nâo pode ocorrer simulatanêamente na Alemanha e nos países periféricos.

Et tu Krugman? (3)

Paul Krugman defendeu hoje que, para sair da crise, os salários dos países periféricos têm de descer 20% face aos alemães. Para o Nobel da Economia, a medida tem de ser tomada nos próximos 5 anos.

Aguardemos pelo spinmaster do costume que nos explicar que o mestre não queria dizer verdadeiramente aquilo que tão explicitamente disse.

Et tu Krugman? (2)

Visivelmente incomodado com o comentário de Paul Krugman (que arrasa com parte fundamental da desculpabilização do governo socialista) o deputado Saldanha Galamba alega que este apenas recomendou o artigo de Gianluca Cafiso mas “não o corrobora”.  Provavelmente o economista americano terá esclarecido este ponto nalguma conversa privada com o ilustre deputado já que a leitura do post original não permite validade a sua tese.

Et tu Krugman?

Jornal de Negócios

«Paul Krugman comenta hoje no seu blogue o mais recente trabalho sobre as razões que explicam a acentuada deterioração do endividamento público nos países europeus de Gianluca Cafis (…)

“As projecções sugerem que alguns países europeus estavam numa trajectória orçamental insustentável muito antes da crise financeira de 2008-09, caso da Grécia, Portugal e Reino Unido; ao invés, outros estavam numa trajectória sólida, caso de Espanha, Irlanda e Itália”.

O economista norte-americano corrobora as conclusões do estudo que sugere que, nem num cenário mais benigno, Portugal e Grécia poderiam regressar à dinâmica de endividamento que tinham antes da crise, porque ela era, já de si, insustentável: no prazo de dez anos, em 2021, a dívida estaria, em ambos os casos, acima ou perto do equivalente a 150% do PIB.

Krugman admite, deste modo, que Portugal e Grécia poderiam não ter alternativa a uma política de austeridade – que ele tanto tem criticado.»

Aguardo os comentários do clube de fãs de Paul Krugman.

All your money are belong to us (3)

Paul Krugman no i

os inegavelmente ricos foram dominados por um sentimento diferente: o dinheiro pertence-lhes e têm o direito de ficar com ele.

As origens da crise subprime

Da resposta de Raghuram Rajan (U.Chicago) a Paul Krugman a propósito da recensão deste ao livro Fault Lines: How Hidden Fractures Still Threaten the World Economy” de Rajan.

It is true that the European Central Bank was less aggressive, but only slightly so; It brought its key refinancing rate down to only 2 percent while the Fed brought the Fed Funds rate down to 1 percent. Clearly, both rates were low by historical standards. More important, what Krugman does not point out is that different Euro area economies had differing inflation rates, so the real monetary policy rate was substantially different across the Euro area despite a common nominal policy rate. Countries that had strongly negative real policy rates – Ireland and Spain are primary exhibits – had a housing boom and bust, while countries like Germany with low inflation, and therefore higher real policy rates, did not. Indeed, a working paper by two ECB economists, Angela Maddaloni and José-Luis Peydró, indicates that the ultra-low rates by both the ECB and the Fed at this time had a strong causal effect in relaxing banks’ commercial, mortgage, and retail lending standards over this period.