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Da honestidade

O Público veio hoje reconhecer que cometeu um erro de palmatória na notícia das nomeações do actual governo. Vejamos se “abrantes” e respectivos compagnons de route o acompanham ou ficam a assobiar para o lado.

Jornalismo de (fraca) qualidade

Segundo notícia a edição online do Público

O ex-governador do Utah Jon Huntsman irá anunciar hoje a sua saída da corrida às primárias republicanas para as eleições presidenciais norte-americanas (…) A decisão, que deverá ser anunciada ainda hoje,(…), surge menos de uma semana depois de Huntsman ter ficado em segundo lugar na votação no estado de New Hampshire

Pois. Pena que Huntsman tenha ficado em terceiro lugar no New Hampshire atrás de Mitt Romney e Ron Paul.

Enfim, mais um excelente exemplo do declínio do Público.

Por uma economia liberta das grilhetas do mercado (2)

(mais) Um grande título do Público: “Orçamento vai empurrar a economia para pior recessão desde 1975”

A malvada austeridade orçamental é a fonte de todas as nossas desgraças. Compare-se com o pujante crescimento proporcionado pelo crescimento da dívida pública em 104 mil milhões de euros nos últimos 10 ano. Onde é que está escrito que algum dia teriamos de pagar estes desvarios investimentos?

Until the end of the world

Descubra o “abrantes” na notícia

Habilidosos

O título da notícia (com grande destaque) na capa do Público parece sugerir que para a OCDE o problema das finanças públicas portuguesas reside no lado da receita e que não deveriamos tocar (pelo menos de forma significativa) na despesa. Porém, se formos ler as declarações do Sr. Gurria chegamos à conclusão que o Público prestou (mais) um “frete” ao governo

“Os orçamentos estão muito rígidos, têm muitas rubricas fixas, muitas despesas com a segurança social. Ou seja, nada que seja possível cortar de forma muito imediata e, portanto, é necessário recorrer aos impostos.”

Não é que não haja “muito por onde cortar”. A despesa é que é de tal forma rígida que no curto prazo torna-se impossível reduzi-la de forma significativa. Concluindo, podemos perguntar onde estão as tais reformas estruturais que o governo anunciou aos sete ventos?

ADENDA: Parece que não foi só este pormenor que foi comunicado de forma “menos exacta” pela imprensa. Leiam e descubram as diferenças.