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E se se fosse amarrar a um pórtico?


O mesmo irresponsável que nos deixou a onerosa factura das SCUT’s acha vêm agora culpar o governo pela actos de vandalismo na Via do Infante. Já era tempo de responsabilizarmos criminalmente esta gente.

E um clister de vidro moido com amoniaco também não ia bem?

O antigo ministro socialista João Cravinho negou hoje que a criação das SCUT (auto-estradas sem custos para o utilizador) há 14 anos fosse resultado de uma política irresponsável, uma vez que elas também existiam noutros países da Europa.

Estranha forma de jornalismo

As estranhas contas  de Paulo Campos e estranha forma como (não) foram investigadas pelos jornalistas em três esclaredores posts de José Mendonça da Cruz.

Ainda a fraude nas PPP

A edição de hoje do Correio da Manhã (aqui citado pelo Público) tráz mais alguns desenvolvimentos deste caso.

[U]ma auditoria do Tribunal de Contas ainda em curso [revela que], “os contratos iniciais apresentavam pagamentos fixos a realizar pelo Estado relativamente curtos”, mas “com a alteração dos mecanismos de pagamento, as concessionárias passaram a beneficiar de rendas avultadas, baseadas no conceito de disponibilidade”, conta o Correio da Manhã de hoje, que teve acesso ao documento e deu a notícia.

Diz-se também que “o facto de se introduzirem portagens não alterará o facto do contribuinte pagador”, pois será “este que continuará a pagar a maior fatia daqueles encargos”, pois as receitas previstas das portagens não são suficientes para cobrir as rendas anuais de cerca de 650 milhões de euros a pagar pelo Estado, lê-se naquele jornal.(…)

[Segundo a TVI] antes, “o Estado devia às concessionárias 178 milhões de euros” e que agora, “a empresa pública Estradas de Portugal ficou comprometida com um dívida superior a 10 mil milhões de euros. Com a renegociação de contratos, para introduzir portagens, as estradas ficaram 58 vezes mais caras.”

O problema é que “a receita de portagens fica longe dos novos encargos assumidos pelo erário público”.

Independentemente do caso da sonegação de documentos e da péssima gestão do interesse e dinheiro público (para não lhe chamar corrupção) os últimos parágrafos são reveladoras da necessidade de construcção daquelas infraestruturas e do desasastre financeiro que estas representam.

Mais grave ainda é a convicção que ninguém irá ser responsabilizado por isto.

ADENDA: Segundo se pode constatar nesta notícia a Estradas de Portugal está muitissimo bem entregue.