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Defende-se o despesista e não a despesa

Tivesse sido outro o “alvo” da Sra Merkel e já teriamos uma dura reacção do socialismo nacionalista português. Ainda assim, estranho a falta de empenho na defesa da despesa pública como “motor do desenvolvimento”.

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Defina “melhor”

Segundo declarou ontem Pedro Passos Coelho “Para o país ser mais justo, temos de redistribuir melhor o rendimento”. Se isso significar que o rendimento não deve ser coercivamente sutraido aos seus proprietários então estou plenamente de acordo.

Diz que é uma economia de mercado (2)

Mesmo que cumpram todos os requisitos legais (o que por cá já não é nada pouco) as empresas não podem despedir acima da quota estipulada. O cúmulo do absurdo é atingido quando a lei impõe quotas inclusivamente para rescisões por mútuo acordo. Para ultrapassarem a quota fixada as empresas têm de rogar permissão aos governantes. Ainda que se encontrem à beira da falência devido a uma drástica redução da actividade.. È com arbitrariedades deste tipo que se destrói a capacidade produtiva, se atrasa a recuperação económica e se promove a deslocalização. E se oferece um mar de oportunidade para políticos menos escrupulosos ou meramente com ambições de liderança empresarial engordarem a conta bancária.

O regresso do capitalismo de estado

Numa altura em que muitos preferem ignorar as lições do passado a Economist publica um oportuno artigo: “The rise of state capitalism”

When the government favours one lot of companies, the others suffer. In 2009 China Mobile and another state giant, China National Petroleum Corporation, made profits of $33 billion—more than China’s 500 most profitable private companies combined. State giants soak up capital and talent that might have been used better by private companies. Studies show that state companies use capital less efficiently than private ones, and grow more slowly. In many countries the coddled state giants are pouring money into fancy towers at a time when entrepreneurs are struggling to raise capital.

Those costs are likely to rise. State companies are good at copying others, partly because they can use the government’s clout to get hold of their technology; but as they have to produce ideas of their own they will become less competitive. State-owned companies make a few big bets rather than lots of small ones; the world’s great centres of innovation are usually networks of small start-ups.

Nor does the model guarantee stability. State capitalism works well only when directed by a competent state. Many Asian countries have a strong mandarin culture; South Africa and Brazil do not. Coal India is hardly an advertisement for efficiency. And everywhere state capitalism favours well-connected insiders over innovative outsiders. In China highly educated princelings have taken the spoils. In Russia a clique of “bureaugarchs”, often former KGB officials, dominate both the Kremlin and business. Thus the model produces cronyism, inequality and eventually discontent—as the Mubaraks’ brand of state capitalism did in Egypt.

The Real Legacy of Margaret Thatcher, Britain’s Iron Lady

The Real ‘Iron Lady’ no Morning Bell (Heritage Institute)

(via Rui Carmo)

Declaração da União das Igrejas Católicas Socialistas

EU Observer

Roman Catholic bishops have said the EU should impose a tax on financial transactions and curb salary increases for CEOs in response to the crisis. Their report added that EU citizens’ value system is out of kilter, with excessive focus on the accumulation of luxury goods and profit.

Por vezes (demasiadas) é difícil discernir a hierarquia da Igreja Católica da bancada parlamentar bloquista.

Notícias da frente madeirense

 

Pese embora confesse necessitar de ajuda financeira “como de pão para a boca”, Alberto João Jardim garante que não vai assinar m programa de assistência financeira “inexequível”. O que no dicionário albertojoãojardinista corresponde à imposição de qualquer tipo de limites ou controlo externo sobre a despesa pública o endividamento.

Para além das habituais e inconsequentes ameças de independência não sei quais serão os seus planos de contingência. Talvez planeie recriar o extinto regime comunista albanês que a facção UDP do BE garantia ser o “sol da terra” e o “futuro da humanidade. Tal como estes, os madeirenses poderão gozar assim a sua plena soberania e manter o regime socialista, longe do colonialismo português. Talvez encontre aqui aliados para o seu projecto. (Bastante) Pobrezinhos mas honrados.

Nota: Custou mas, finalmente a esquerda começa a reconhecer Alberto João Jardim como um dos seus.

Os câncios estão de volta ao governo?

O Governo quer tornar a lei do tabaco mais restritiva, o que passa pela proibição total do fumo em locais públicos, nomeadamente restaurantes, bares e salas de jogo.

Coisas estranhissimas que se lêem nos blogs (2)

 Descobri agorinha mesmo que fui usado pelo André Azevedo Alves para responder indirectamente ao post do Luís Naves que não mencionava o André mas sim ao Filipe Faria que nem se dignou a responder-lhe e para lhe ter respondido da daquela forma (como o meu post, entenda-se – se conseguir) mas valia não ter respondido. (o André e não o Filipe, não façam confusões). Nesta história só acho mal não ter recebido um chequezito do Insurgente por andar a fazer o trabalhinho deles.

PS: Pensando bem ainda há pouco usei o João Miranda para responder indirectamente ao Luís Naves. Refira-se a propósito que o João Miranda não devia ter respondido directamente ao Luís Naves (não uma, não duas mas três vezes) dado que nunca foi referido em qualquer post. Pese embora o Luís Naves, a dada altura, me tenha mandado ir ler o Blasfémias dado que não entendia népia dos argumentos dele. Continuo na mesma.

PS2: No final do post, o Luís Naves queixa-se que a sua “assinatura tornou-se politicamente incorrecta aí há uns três anos“. infelizmente não revela se tal se deveu a qualquer alteração na dita ou a outro motivo mais ou menos obscuro.

Coisas estranhissimas que se lêem nos blogs

A recente decisão do maior accionista da Jerónimo Martins está a fazer emergir toda uma série de socialismos recalcados. “Tomemos o exemplo deste ilustre blogger que entrou em “modo Louçã” e escreve coisas incompreensíveis:

“não percebo é o contentamento dos chamados “liberais”: eles não parecem perceber que este tipo de acontecimento é o seu pesadelo.”
Pensava eu que os liberais se batiam por uma acentuada redução dos estado e dos impostos. Em que medida é que isto se torna no nosso “pior pesadelo”? Ele não percebe e eu ainda menos.

Não vamos querer que alguns países, como a Holanda, vivam do trabalho dos outros.
O trabalho de quem? Da Jerónimo Martins?

No fundo, só pensam no deles
Tradução: não somos colectivistas nem pretendemos obter um quinháo dos rendimentos alheios.