Tag Archives: Tunísia

Ilusões dos media ocidentais

The Middle East Policy Twilight Zone: Four Examples” de Barry Rubin

–“Here is the next challenge for the citizen movements that are advancing from Tunisia to Syria — and eventually, surely, to repressive non-Arab states such as Iran and China. Once they have toppled the secret police, the revolutionaries need to draft constitutions affirming the rights of the individual.” –David Ignatius, Washington Post

Yes, on the way to the Middle East utopia do stop off and adopt a Bill of Rights. It made such a nice adornment to the Soviet Constitution(…)

A Primavera da Irmandade Muçulmana (2)

Juro que só soube disto após de ter feito o post anterior.

Tunisian Islamist party Ennahda invited Houda Naïm, a Hamas member of the Palestinian Legislative Council based in Gaza, to speak at a rally in Sousse, a coastal Tunisian city, this past Sunday. (…) Naïm praised the victory of the Tunisian people in establishing democracy (*), and stated her hope that the “liberation” of Tunisia would lead to the liberation of Palestine.

The event also saw a speech from Ennahda’s general secretary Hammadi Jebali, recently proposed by the party to be the new Prime Minister of Tunisia. Jebali declared that the occasion was “a divine moment in a new state, and in, hopefully, a 6th caliphate,” referring to the historical system of Islamic monarchies.

The tone of this last comment is in sharp contrast to many of the party’s public statements, where it has denied any intention of instituting Sharia or Islamic law in the nascent democracy. The general secretary also echoed Naïm’s words, stating, “The liberation of Tunisia will, God willing, bring about the liberation of Jerusalem

(*) Como é sabido, o Hamas (e mesmo a OLP) usam um conceito “alternativo” de democracia.

A Primavera da Irmandade Muçulmana

Mshari al-Zaydi, editor do Al-Sharq al-Awsat citado por Barry Rubin

“I recall how many Arab writers at the beginning of this year…prophesied that what we were witnessing were uprisings staged by non-political civilians and youth, and claimed that not a single radical or ideological slogan was chanted in Cairo’s Tahrir Square, or any other Arab public square.(…) “Now, these same well-intentioned writers – or at least many of them–have returned to warn against the Arab Spring being hijacked and despoiled. They have expressed their confusion about the presence and popularity of these radical Islamists who are overwhelming the political scene, and are asking: where did the Facebook youth go?(…)

“Rather than expressing shock and surprise, the question that should be asked is: how should we deal with this critical period which should be called the Muslim Brotherhood Spring, not the Arab Spring?”

The Western establishment pretends to be “pro-Arab” and “pro-Muslim” while subjecting these peoples to a terrible tyranny and decades of socio-economic stagnation and terrible bloodshed.

As I have repeatedly explained, understanding these issues is not based on being liberal or conservative, left or right, Jew or Muslim, American or Saudi. The struggle is between revolutionary Islamists who want to impose a repressive Sharia state and those Western useful idiots who help them against everyone else.  

Democracia e liberdade

“Entre a doçura e o fel das Democracias sem Liberdade” de Rodrigo Adão da Fonseca (O Insurgente)

O erro está em considerar que a opção pela democracia acarreta em si mesma valores finais, não funcionais. É que uma sociedade pode ser funcionalmente democrática, mas isso não significa que ela opte por adoptar os valores próprios de uma Democracia Liberal, ou de um Estado de Direito onde imperem a Separação de Poderes ou o Laicismo do Estado, condições essenciais para a afirmação de um ambiente de liberdade e de efectivo pluralismo.(…) A democracia pode vir a dar lugar a regimes teocráticos, incómodos para a Europa acomodada? É bem feito, pode ser que comecemos a perceber que foi um erro cair no relativismo, no politicamente correcto oco e burocrático, e na crença que, em sociedades abastadas como as europeias, não fazia sentido batalhar pelas ideias, e preservar e difundir a nossa matriz judaico-cristã. Quem diria, não é que a democracia não serve para nada, se nos esquecermos dos valores e das ideias?

A “paixão pela educação”, a propósito da revolução tunisina

“Uma Arte” de Fernando Gabriel (Diário Económico)

Governar, garantem os sábios, é uma arte, como tudo o resto. Os governantes que se imaginam mandatados para “apostar” o dinheiro que não lhes pertence nas suas obsessões particulares fariam bem em não esquecer que apostar é sujeitar-se aos caprichos da fortuna: nem todos terão a sorte de um exílio dourado, como o autocrata tunisino.

Whisful thinking

Recordem o aviso de Anne Applebaum. O desfecho da revolução tunisina pode não ser um regime democrático. O ex-autocrata tunisino usou o fantasma do fundamentalismo islâmico para implantar uma cleptocracia com a complacência do Ocidente. O problema é que o futuro próximo pode vir a dar-lhe razão. A alternativa a Ben Ali pode não ser um regime democrático ao gosto europeu mas algo bem pior. Para nós e para os tunisinos.

Recordo a revolução iraniana e de como na altura foi demonizado o deposto Shah. O seu sucessor até tinha estado exilado na secularissima França.

Tullock aplicado

A teoria das revoluções de Gordon Tullock aplicada à Tunísia.