Tag Archives: União Europeia

O mito da necessidade de uma entidade supranacional europeia

Michael Cembalest da J P Morgan citado no Infectious Greed

To summarize, Europe seems to be on a Quixotic quest for mechanisms to support a peace that had already been obtained by 1954, or shortly thereafter. As a result, the European creation myth of the 1990’s (“Europe must accept supranational political and economic structures to prevent future conflict”) may be flawed. Such a flaw, to the extent that Europeans no longer believe it, may explain a lot of things, from public referendums rejecting the EU constitution; to the lack of widespread support for regional transfers; and the reluctance of countries like Ireland to yield sovereignty over their fiscal affairs. Taken to its logical conclusion, the European Monetary Union may continue to struggle under both the strain of its economic inconsistencies, and the weakness of its political roots.

O (verdadeiro) estado da União Europeia

E quem é que entra com o dinheiro?

Público: “Um conjunto de proeminentes antigos líderes europeus e economistas defende que a UE active de imediato e em permanência o fundo de estabilização do euro criado em Junho, mas para ajudar à consolidação orçamental de países em dificuldade, onde se inclui Portugal.”

Diário Económico:“A chanceler alemã diz que a Alemanha rejeitará alargar além de 2013 o fundo de resgate europeu destinado aos países mais endividados.”

Há seis meses, um dos “proeminentes antigos líderes europeus” dizianão pens[ar] que exista qualquer razão para pensarmos no colapso da zona euro ou que a região vai sofrer demasiado por causa da Grécia

A lâmpada de Mao

Artigo de Fernando Gabriel no Diário Económico

A derradeira ironia é que o maior fabricante das lâmpadas preferidas pelo mandarinato europeu é a China, que desde que substituiu o socialismo por um capitalismo autocrático superou amplamente as ambições de Mao e já é a segunda maior economia mundial, enquanto as economias ocidentais definham sob o peso sufocante da regulação política dos mercados. Claro que o dr. Barroso não sonha com um plinto de horror sobre o qual possa celebrar a sua grandeza visionária de estadista sem Estado, mas interrogo-me se lá no fundo da cabeça não permanecerá acesa a lâmpada de Mao, uma luz insidiosa que o atrai para o planeamento central através da imposição de políticas comuns, em nome do “progresso” ou da “sustentabilidade”, às massas recalcitrantes que se recusam a reconhecer a superioridade do centralismo burocrático -ou das lâmpadas fluorescentes. Continuar a ler

Obrigações europeias, federalismo encapotado

“Obrigações europeias” de Ricardo Reis (i)

Durão Barroso defendeu que a Comissão Europeia devia poder emitir dívida obrigacionista. O argumento de Barroso é que a Comissão Europeia conseguiria pagar uma taxa próxima da alemã. Se depois usasse os fundos em projectos portugueses, ao substituir-se ao estado português como fonte do financiamento, a Comissão poupar-nos-ia cerca de 3,5% em juros.

Tenho muitas dúvidas quanto a esta ideia, que assenta em dois pressupostos: primeiro, que a Comissão conseguiria empréstimos a uma taxa mais baixa que Portugal e, segundo, que aplicaria o dinheiro em Portugal tão bem como o estado português.

Começando pelo segundo ponto, por muitos defeitos que tenha o estado português, ele conhece de perto a realidade portuguesa, é sensível ao que as pessoas desejam e pode ser castigado pelos seus erros nas eleições. O burocrata da Comissão incumbido de investir o dinheiro em Portugal não tem nenhuma destas virtudes.(…)

Quanto à taxa de juro que a Comissão pagaria, a qualidade de uma dívida depende das receitas futuras usadas para a pagar. A Comissão praticamente não tem receitas próprias. Logo, para alguém lhe emprestar um euro que seja, tem de acreditar na capacidade de Bruxelas de extrair dinheiro aos estados-membros. Barroso deve achar que essa sua capacidade é ilimitada: só assim se explica que ache que uma dívida da Comissão será equivalente a uma dívida da Alemanha, e portanto pague a mesma taxa de juro. Só que, se o dinheiro dos empréstimos fosse aplicado em Portugal, os alemães estariam efectivamente a pagar as dívidas portuguesas, o que têm enfaticamente repetido que nunca farão.

Existe uma alternativa. Se a Comissão pudesse cobrar os seus próprios impostos, então poderia pedir emprestado com base sólida. Nesse caso, a União Europeia tornar-se-ia uma união federal económica, com políticas monetária e fiscais centralizadas. Da mesma maneira que as razões económicas foram secundárias na introdução do euro, também o desejo de Barroso tem pouco a ver com a crise de financiamento actual. As obrigações europeias são antes um passo político importante no velho sonho de uma Europa federal.

Os belgas não existem

Belgium wants to use its EU presidency to underline the key societal role played by companion animals like dogs and cats, Belgian Deputy Prime Minister for Health and Social Affairs Laurette Onkelinx announced yesterday (9 September), expressing support for the development of an EU-wide animal welfare strategy.

Mais dívida

Durão propõe obrigações europeias para financiar grandes projectos

Acho muitissimo bem. A juntar aos enormes stocks de dívida das administrações locais e centrais dos estados-membros teremos também a dívida comunitária. Não é difícil prever que esta medida levará mais cedo ou mais tarde à criação de um imposto comunitário. Tudo medidas extremamente recomendáveis.

A bicicleta europeia