São Rosas

Porque convém conhecer os autores antes de os usar como arma de arremesso ou em vergonhosos exercícios de assassinio de carácter aqui fica um oportuno esclarecimento do Luciano Amaral.

Carl Schmitt não é um crítico da democracia, é um crítico do liberalismo. Schmitt acreditava no poder de excepção do soberano. Como, no mundo contemporâneo, o soberano é o povo, Schmitt acreditava que todo o poder de excepção no mundo contemporâneo se teria de fundar na democracia. Acusar alguém de ser liberal, anti-democrático e schmittiano é um simples absurdo.

[A] democracia envolve uma dimensão conformista, totalitária e liberticida; na medida em que a democracia procura restringir diversas liberdades, incluindo a de pensamento, nomeadamente a liberdade de criticar a democracia – daí o conformismo, o totalitarismo e o liberticídio potenciais na democracia. (…) Convém relembrar a velha boutade churchilliana que toda a gente cita e muita parece ainda não ter percebido completamente: a democracia é o pior dos regimes… com excepção dos outros todos (sublinhado meu).

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